Prefeitura de Salvador intensifica ações contra o Aedes aegypti
Por: Redação
11/08/2026 • 18h20
A administração municipal ressaltou que 80% dos focos do mosquito estão em residências.
A Prefeitura de Salvador anunciou o aumento das ações de combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. De acordo com o Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a capital baiana enfrenta a situação mais crítica entre as capitais do Nordeste em relação às arboviroses, devido ao clima que favorece a multiplicação do vetor.
A gestão municipal destacou que aproximadamente 80% dos focos do Aedes aegypti estão localizados em ambientes domiciliares, tornando a colaboração da população essencial para o controle dessas doenças. O 2º LIRAa, realizado de 4 a 8 de maio de 2026, identificou que as áreas mais afetadas incluem Itapagipe, São Caetano/Valéria, Subúrbio Ferroviário, Cabula/Beirú e Pau da Lima.
Os principais locais de proliferação do mosquito foram identificados em vasos, pratos, pingadeiras e frascos, bem como em depósitos de água, como baldes e tonéis. Andrea Salvador, diretora da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), ressaltou que o inverno é um período crítico por coincidir com o pico da estação chuvosa.
Ela também informou que a Prefeitura realiza inspeções domiciliares regulares em todos os 12 Distritos Sanitários, eliminando criadouros, aplicando larvicidas e monitorando o Índice de Infestação Predial. Campanhas educativas e mutirões de limpeza em parceria com a Limpurb também são promovidos nas áreas com maior risco.
Para prevenir a proliferação do mosquito, é fundamental eliminar recipientes que acumulam água, manter caixas d'água vedadas e permitir o acesso dos Agentes de Combate às Endemias às residências.
A dengue é a arbovirose mais comum na capital, seguida por chikungunya e zika. Em caso de sintomas como febre, dores no corpo ou manchas na pele, é importante procurar uma unidade de saúde. Moradores próximos a terrenos abandonados podem acionar as equipes de Combate às Endemias pelo telefone 156 para inspeções na área.
Fonte: Bahia Notícias

