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Polícia Civil da Bahia desmantela rede de 'golpe do falso advogado' e bloqueia R$ 3,5 milhões

Por: Redação

08/10/2026 • 16h40

A polícia baiana desarticulou uma organização criminosa que aplicava fraudes virtuais e bloqueou R$ 3,5 milhões relacionados aos suspeitos.

A Polícia Civil da Bahia, por meio da Operação Espectro, desarticulou uma rede criminosa nacional envolvida em fraudes virtuais conhecidas como "golpe do falso advogado". A ação ocorreu na quinta-feira, 8 de novembro, e resultou na prisão de um homem de 30 anos e uma mulher de 25 anos em São Paulo, identificados como os líderes do esquema.

O bloqueio de contas bancárias e a indisponibilidade de bens dos suspeitos e de seus intermediários totalizou até R$ 3,5 milhões, conforme determinação judicial solicitada pelos investigadores. A operação foi iniciada após três moradores de Curaçá, na Bahia, registrarem ocorrências sobre prejuízos financeiros decorrentes do golpe.

As investigações revelaram que a quadrilha operava de maneira estruturada, utilizando engenharia social para enganar vítimas em várias localidades. Eles empregavam ferramentas automatizadas para rastrear processos judiciais, obtendo informações reais, como nomes de partes envolvidas e dados de advogados.

Os criminosos se comunicavam com as vítimas via aplicativos de mensagens, apresentando-se como advogados e informando sobre o suposto encerramento de processos, acompanhados de alvarás falsificados. Posteriormente, um membro da quadrilha realizava chamadas de vídeo, fingindo ser o juiz responsável pelo caso, e orientava as vítimas a compartilhar suas telas. Com acesso ao aplicativo bancário, solicitavam pagamentos como "Imposto de Renda antecipado" ou taxas judiciais.

O delegado Thiago Souza ressaltou a importância de medidas de proteção contra esse tipo de golpe, como desconfiar de contatos desconhecidos, confirmar informações através de canais oficiais e lembrar que juízes não conduzem audiências via WhatsApp para solicitar pagamentos. Também é crucial evitar compartilhar ou espelhar a tela do celular.

A Operação Espectro foi realizada com o apoio da Polícia Civil de São Paulo para a execução dos mandados na capital paulista. A investigação, conduzida pela 17ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (17ª COORPIN), permitiu mapear as rotas tecnológicas e o fluxo financeiro da quadrilha.

Fonte: Bahia Notícias