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MP-BA investiga contaminação da água em comunidade quilombola na Chapada Diamantina

Por: Redação

09/10/2026 • 10h20

O Ministério Público da Bahia investiga a qualidade da água na Comunidade Quilombola Queimada Nova após denúncia de contaminação por coliformes fecais.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) iniciou uma investigação para apurar a situação ambiental e sanitária da água na Comunidade Quilombola Queimada Nova, em Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina. A ação foi motivada por um relatório técnico do Núcleo de Defesa da Bacia do São Francisco (NUSF), que detectou contaminação significativa por coliformes totais nas cisternas, poços e no dessalinizador da região.

A pesquisa também confirmou a presença da bactéria Escherichia coli na água do dessalinizador, um claro indicativo de poluição por resíduos fecais. Além disso, a análise técnica revelou altos níveis de enxofre e salinidade na água subterrânea, problemas que se agravam pela falta de abastecimento adequado em períodos de seca, ausência de saneamento básico e descarte inadequado de lixo em áreas abertas.

Em resposta à situação, o MP-BA notificou formalmente a Prefeitura de Morro do Chapéu, solicitando informações sobre a manutenção dos poços e do dessalinizador, além do cronograma de entrega de água por carros-pipa e as medidas de saneamento e destinação de resíduos. A Embasa também foi acionada para fornecer esclarecimentos sobre a possibilidade de expandir a rede adutora na área.

O Ministério Público ainda está avaliando os impactos da contaminação na saúde da população local, requerendo a distribuição imediata de hipoclorito de sódio e ações para controle de surtos de diarreia. Além disso, a instituição busca respostas sobre como minimizar riscos de desabamentos nas moradias durante a temporada de chuvas, o reconhecimento oficial da escola quilombola, a atualização do Cadastro Único (CadÚnico) e o fortalecimento de programas de segurança alimentar. A portaria foi assinada por Gabriela Gomes Cerqueira Ferreira, responsável pela Promotoria de Justiça Regional Ambiental de Jacobina.

Fonte: Bahia Notícias