Mendonça é acusado de oferecer benefícios ilegais a Camisotti em acordo de colaboração
Por: Redação
03/09/2026 • 21h25
Uma decisão de Moraes revela que Mendonça teria proposto benefícios fora da lei para Maurício Camisotti, visando contornar a PGR.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, apontou que André Mendonça, ao relatar um caso, ofereceu a Maurício Camisotti benefícios que não estavam previstos na legislação, dentro de um acordo de colaboração premiada. A colaboração de Camisotti enfrentou obstáculos porque a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou a proposta de redução de dois terços da pena, sugerida anteriormente pela Polícia Federal, desproporcional.
Apesar de a nova equipe de coordenação do processo ter concordado com a posição da PGR, Mendonça teria afirmado que não confiava no órgão e buscou conceder os benefícios com base em uma proposta da Polícia Federal. Essa estratégia, segundo o documento, poderia trazer prejuízos à instituição, que seria responsabilizada caso o acordo fosse invalidado no futuro, enquanto Mendonça, que homologou o acordo, não enfrentaria as mesmas consequências.
Além disso, Moraes acusou Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade, e enviou o documento ao presidente do STF, Edson Fachin, para as devidas providências. O relatório também sugere que Mendonça favoreceu grupos políticos e interferiu em investigações, incluindo as operações Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, e Compliance Zero, que envolve o Banco Master.
O senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, é mencionado como um possível "alvo estratégico" de Mendonça, que teria tentado se aproximar dele através de Antonio Rueda, com o intuito de minimizar o controle de Alcolumbre sobre pedidos de impeachment contra ministros do STF.
Fonte: Bahia Notícias

