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Jaques Wagner refuta acusações sobre intermediação de obras de arte

Por: Redação

09/10/2026 • 08h40

Senador nega envolvimento em negociações de obras de arte e defende Otto Alencar em meio a polêmicas.

No programa Piatã Notícias, da rádio Piatã FM, nesta sexta-feira (9), o senador Jaques Wagner (PT) negou qualquer envolvimento na intermediação de negociações para a aquisição de obras de arte de alto valor através de Guilherme Sodré, conhecido como "Guiga". Ele respondeu a relatos provenientes de áudios e documentos do ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, que foram divulgados pela revista VEJA.

Wagner esclareceu que sua relação com Guiga é estritamente pessoal e profissional, sem qualquer ligação com transações comerciais. "Eu não intermediei, não comprei nenhuma obra de arte pela mão de Guiga. É meu amigo há séculos, desde o meu tempo de sindicalista, quando ele era médico do trabalho. Amizade não passa por negócios, passa por amizade mesmo", afirmou.

Em relação às afirmações de Vorcaro de que teria financiado uma produção cinematográfica sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para obter benefícios comerciais junto ao governo federal, Wagner contestou a cronologia apresentada. "O filme de Lula que eu conheço foi lá atrás, antes do surgimento do caso Master. O filme do Lula é de 2010; o Banco Master é de 2019. Isso é outro problema: saem vazando o que querem e não investigam a fundo", enfatizou.

Wagner também defendeu seu colega de bancada, Otto Alencar (PSD), que foi mencionado em reportagens sobre investimentos do Banco Master na empresa de sua filha. Embora não tenha lido a reportagem completa, ele expressou apoio ao aliado, afirmando que "é preciso provar" as acusações e que acredita que Otto não está envolvido na situação. O senador lembrou episódios anteriores em que também foi alvo de rumores infundados.

As alegações de Vorcaro, apresentadas durante sua delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR), incluem supostos repasses para assegurar o credenciamento do Banco Master e o acesso a fundos de pensão federais, com a participação de figuras ligadas ao PT, incluindo o ex-tesoureiro João Vaccari Neto e o ministro Alexandre Padilha, além de Wagner, que na época era líder do governo no Senado.

Fonte: Bahia Notícias