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Endereço de Cláudio Castro é alvo de operação da PF sobre fraudes na Refit

Por: Redação

14/08/202609h08

Nesta sexta-feira (14), a Polícia Federal realiza buscas em um dos endereços do ex-governador Cláudio Castro na 2ª fase da Operação Sem Refino, que investiga irregularidades na concessão de licenças ambientais da Refit.

Na manhã desta sexta-feira (14), a Polícia Federal (PF) deflagrou a 2ª fase da Operação Sem Refino, realizando buscas em um dos endereços do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). A operação investiga fraudes fiscais relacionadas à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, com foco na concessão irregular de licenças ambientais para o complexo.

Cláudio Castro já havia sido alvo de ações na primeira fase da operação, ocorrida em maio, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prisão do empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit, que está foragido nos Estados Unidos. Além de Castro, os agentes também estão cumprindo mandados de busca em relação a Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Ambiente do RJ.

Ao todo, foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão pelo STF. A PF esclareceu que a investigação visa apurar fraudes na concessão de licenças ambientais, desconsiderando normas dos órgãos competentes, além de possíveis práticas de lavagem de dinheiro associadas ao esquema. Os envolvidos podem ser responsabilizados por gestão fraudulenta, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e outros crimes econômicos relacionados à comercialização de combustíveis.

A operação se insere em uma decisão do STF no contexto do julgamento da ADPF 635/RJ, que determinou investigações sobre a atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado.

Relembre a 1ª fase: A primeira etapa da Operação Sem Refino ocorreu em 15 de maio, quando Ricardo Magro teve sua prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, sendo considerado foragido desde então. Durante as investigações, Cláudio Castro foi acusado de utilizar a estrutura do governo para beneficiar o grupo empresarial de Magro. A PF investiga ainda a participação de servidores públicos que teriam recebido vantagens para permitir as operações da Refit, envolvendo órgãos como a Secretaria Estadual de Fazenda, a Procuradoria-Geral do Estado, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e até membros do Tribunal de Justiça do Rio.

Fonte: Bahia Notícias