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Emprego formal no Brasil cresce 19,1% com mais de 10 milhões de novos vínculos

Por: Redação

14/08/202609h40

O Brasil registrou 10,1 milhões de novos empregos formais entre 2023 e 2026, totalizando 62,8 milhões de vínculos, segundo a RAIS.

O mercado de trabalho brasileiro apresentou um crescimento significativo no número de vínculos formais, com 10,1 milhões de novas contratações entre janeiro de 2023 e junho de 2026, o que representa uma expansão de 19,1%. Em junho, o total de vínculos formais atingiu 62.891.209, de acordo com dados da RAIS Mensal, divulgados na última quinta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Esse crescimento é resultado de 7,9 milhões de vínculos criados até o final de 2025, além de mais 2,2 milhões gerados no primeiro semestre de 2026, representando uma alta de 3,6%. O número de empregados sob o regime da CLT, incluindo temporários, aumentou em 4,75 milhões (10,9%), subindo de 43,4 milhões em janeiro de 2023 para 48,15 milhões em junho deste ano.

A administração pública também viu um aumento, com 5,1 milhões de novos vínculos, totalizando 14,3 milhões em junho. A maior parte dessa expansão se deu entre os trabalhadores celetistas e temporários, que somaram 919.621 novos vínculos (1,9%), elevando o total de empregos formais privados de 47,2 milhões em dezembro de 2025 para 48,15 milhões em junho de 2026. Os agentes públicos cresceram em 1,51 milhão de vínculos, um aumento de 11,9% em relação ao ano anterior.

DADOS SETORIAIS

O setor de Serviços foi o que apresentou o maior crescimento absoluto, com 28,3% e a criação de 8,45 milhões de vínculos, aumentando sua participação no mercado formal de 56,5% para 60,8%. O conjunto de administração pública, educação, saúde e serviços sociais cresceu em 6,03 milhões de vínculos (42,1%). Nas áreas de informação, comunicação e serviços financeiros, o aumento foi de 1,5 milhão de vínculos (16%).

A Indústria também teve um desempenho positivo, com 832 mil novos vínculos (10%), totalizando 9,15 milhões. A Construção civil aumentou de 2,68 milhões para 3,04 milhões de vínculos, uma variação de 13,3%. O Comércio registrou um acréscimo de aproximadamente 340 mil vínculos, subindo de 10,2 milhões para 10,54 milhões (3,3%), enquanto a Agropecuária cresceu em 88 mil vínculos (5%), alcançando 1,86 milhão de postos.

REGIÕES E UNIDADES DA FEDERAÇÃO

Todas as regiões do Brasil tiveram expansão no estoque de empregos formais. O Sudeste foi a região com o maior crescimento absoluto, adicionando 3,78 milhões de vínculos, seguido pelo Nordeste, que registrou 2,69 milhões. Em termos relativos, o Norte apresentou o maior aumento, com 34,7%, seguido pelo Centro-Oeste (28,6%) e Nordeste (27,6%). O Sudeste cresceu 14,6% e o Sul 12,3%.

São Paulo liderou a criação de novos vínculos, com 1,64 milhões, seguido por Minas Gerais (1,29 milhão), Rio de Janeiro (683 mil), Distrito Federal (649 mil) e Bahia (641 mil). Entre os estados com maior crescimento percentual, destacam-se Roraima (70,8%), Distrito Federal (51,9%), Amapá (48,8%), Tocantins (45,9%) e Piauí (39,5%).

Fonte: Bahia Notícias