Bahia mantém equilíbrio fiscal, reduz dívida e amplia investimentos em 2025
Estado encerra ano com queda no endividamento, aplica bilhões em obras e supera limites constitucionais em saúde e educação
Por: Redação
18/03/2026 • 10h04
O Governo da Bahia encerrou 2025 com redução em sua dívida consolidada, manutenção do equilíbrio fiscal e forte volume de investimentos públicos. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (17) na Assembleia Legislativa da Bahia pelo secretário da Fazenda, Manoel Vitório, durante audiência pública sobre as contas estaduais.
De acordo com o balanço, a dívida total do estado caiu de R$ 35,3 bilhões ao final de 2024 para R$ 34,7 bilhões em 2025, uma redução nominal de 1,5%. Considerando a inflação do período, a queda real é ainda mais significativa. Segundo o secretário, o resultado reforça a estabilidade fiscal baiana, seguindo os parâmetros da Lei de Responsabilidade Fiscal.
A diminuição do endividamento ocorreu mesmo com novas operações de crédito, impulsionada principalmente pelo pagamento contínuo de compromissos antigos. Somente em 2025, o estado destinou R$ 1,96 bilhão para quitar precatórios, dívidas decorrentes de decisões judiciais.
O indicador que mede a relação entre a dívida consolidada líquida e a receita corrente líquida fechou o ano em 36%, abaixo dos 37% registrados anteriormente e muito distante do limite máximo de 200% estabelecido pela legislação. O percentual coloca a Bahia em posição confortável em comparação a outros estados, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo, que apresentam níveis de endividamento mais elevados.
Com as contas equilibradas, o estado manteve um ritmo elevado de investimentos. Em valores liquidados, foram aplicados R$ 7,37 bilhões em 2025. Já considerando valores empenhados, que incluem despesas ainda em fase de execução, o total chega a R$ 7,97 bilhões.
Segundo Manoel Vitório, os recursos têm sido direcionados para ampliar a infraestrutura e melhorar os serviços públicos, com investimentos em áreas como saúde, educação, segurança, mobilidade urbana, rodovias e sistemas hídricos. Ao longo dos três primeiros anos da gestão do governador Jerônimo Rodrigues, o volume total de investimentos já soma R$ 24,04 bilhões.
O relatório também aponta que o estado superou os limites constitucionais de aplicação em áreas essenciais. Na saúde, foram destinados 15,93% da receita, acima do mínimo exigido de 12%. Já na educação, o investimento chegou a 25,48%, superando o piso constitucional de 25%.
Os números reforçam o cenário de estabilidade fiscal aliado à ampliação dos investimentos públicos, segundo a Secretaria da Fazenda, indicando capacidade do estado de honrar compromissos e, ao mesmo tempo, manter políticas de desenvolvimento.

