Bahia amplia acesso a tratamento avançado contra diabetes com chegada de nova insulina ao SUS
Insulina glargina começa a ser disponibilizada no estado para públicos prioritários; medicamento de ação prolongada substitui gradualmente a insulina NPH
Por: Redação
22/07/2026 • 14h01
A Bahia iniciou a distribuição da insulina glargina pelo Sistema Único de Saúde (SUS), medicamento de ação prolongada considerado mais moderno para o tratamento do diabetes. O estado recebeu 30.854 tubetes da medicação e 8.126 canetas reutilizáveis para aplicação, dentro da estratégia nacional de transição da insulina NPH para a nova opção terapêutica.
A iniciativa do Ministério da Saúde prevê a oferta da insulina glargina para crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e para pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A distribuição está sendo realizada gradualmente em todos os estados brasileiros.
A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, destacou a importância da chegada do novo medicamento para qualificar o cuidado oferecido aos pacientes. “A oferta da insulina glargina pelo SUS representa um avanço no tratamento das pessoas com diabetes. O medicamento, que tem ação prolongada, contribui para um controle mais estável da glicemia e reduz o risco de episódios de hipoglicemia. O acesso é feito mediante avaliação clínica e prescrição médica. Para saber se você ou um familiar faz parte do público elegível, procure a UBS mais próxima”, afirmou.
Até esta terça-feira (21), o Ministério da Saúde já havia encaminhado cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para todo o país. A Bahia recebeu, além dos tubetes, 8.126 canetas reutilizáveis para aplicação do medicamento.
A insulina glargina, na maioria dos casos, permite uma aplicação diária, enquanto outros esquemas terapêuticos podem exigir um número maior de aplicações no mesmo período. A mudança busca melhorar a adesão ao tratamento, oferecer mais segurança aos pacientes e favorecer um acompanhamento mais eficiente do controle da glicose.
Para ter acesso ao medicamento, o paciente ou seu responsável deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, levando a receita médica devidamente emitida e carimbada. A equipe de saúde fará a avaliação clínica e indicará a possibilidade de substituição da insulina NPH pela glargina.
Durante a transição, os pacientes e familiares receberão orientações sobre a técnica correta de aplicação, armazenamento da insulina e demais cuidados necessários para o uso seguro do medicamento. Junto com a insulina, serão disponibilizadas canetas reutilizáveis com validade de três anos e as agulhas para aplicação.
A incorporação da insulina glargina ao SUS é resultado de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que contribui para a produção nacional do medicamento e para a segurança dos estoques do sistema público de saúde.
A substituição está sendo feita de forma gradual na atenção primária à saúde em todo o Brasil, com acompanhamento das equipes multiprofissionais para garantir a continuidade e a qualidade do tratamento.

