Saúde pública e qualidade de vida ampliam críticas à gestão municipal de Salvador
Marta Rodrigues afirma que problemas enfrentados pela população contrastam com discurso de eficiência da prefeitura
Por: Redação
21/05/2026 • 17h02 • Atualizado
A vereadora Marta Rodrigues criticou, nesta quinta-feira (21), a gestão da Prefeitura de Salvador após a capital baiana aparecer entre as cidades com pior qualidade de vida no levantamento do IPS Brasil 2026. Segundo a parlamentar, os dados revelam problemas estruturais que, segundo ela, são ignorados pela administração municipal.
De acordo com Marta, a situação da saúde pública desmonta a narrativa de eficiência atribuída ao grupo político liderado por ACM Neto e pelo prefeito Bruno Reis. “Eles tentam vender uma imagem de gestão moderna, eficiente e organizada, mas a realidade vivida pela população é completamente diferente. Quando um serviço essencial e constitucional como a saúde pública está precarizado, sucateado e sem capacidade de atender dignamente o povo, cai por terra esse discurso de bons gestores”, afirmou a vereadora.
A parlamentar também apontou dificuldades frequentes enfrentadas pela população no acesso aos serviços básicos de saúde. Entre os problemas citados estão a falta de médicos nas unidades de saúde da família, superlotação nas UPAs e demora na realização de exames. “A população mais pobre, mulheres gestantes, mães de crianças de colo e idosos são obrigados a buscar atendimento em outras unidades municipais, que também operam no limite. Estão sempre cheias, com filas enormes, profissionais insuficientes e sem conseguir atender à demanda diária por saúde”, declarou.
Marta ainda comparou a situação de Salvador aos investimentos realizados pelo Governo da Bahia na área da saúde pública nos últimos anos. “Com os governos do PT, a Bahia ampliou hospitais, policlínicas, equipamentos e a capacidade de atendimento da população. Enquanto isso, Salvador segue convivendo com unidades superlotadas, falta de profissionais e precarização dos serviços básicos”, disse.
Para a vereadora, o resultado do IPS Brasil apenas confirma dificuldades enfrentadas diariamente pela população das periferias da capital baiana. “Existe uma Salvador da publicidade institucional e existe a Salvador real, onde as pessoas convivem com postos sem médicos, filas intermináveis, falta de exames, ausência de saneamento e abandono das periferias. O povo sente isso todos os dias”, concluiu.

