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"Quem sustenta a saúde de Salvador é a rede estadual", diz Aladilce

Parlamentar reage a declarações de ACM Neto e destaca investimentos do Governo da Bahia

Por: Redação

15/06/202609h41

Foto: Paulo M. Azevedo/CMS

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) criticou, nesta sexta-feira (12), as declarações do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, sobre a saúde na Bahia e atribuiu às gestões municipais da capital a responsabilidade pelo aumento da dependência da população em relação à rede estadual de saúde.

Enfermeira de formação, a parlamentar afirmou que a atenção básica não recebeu a devida prioridade durante as administrações de ACM Neto e do atual prefeito Bruno Reis. Segundo ela, a precarização das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) compromete o atendimento à população.

“As Unidades Básicas de Saúde e as UPAs estão precarizadas. Os profissionais não têm condições adequadas de trabalho. A saúde pública em Salvador só não entrou em colapso porque o Governo do Estado assumiu responsabilidades que deveriam ser da Prefeitura”, declarou.

Aladilce destacou que cerca de 80% dos pacientes atendidos nas UPAs municipais são transferidos para hospitais estaduais, o que, segundo ela, evidencia a fragilidade da rede municipal. A vereadora citou dados da regulação estadual que apontam aumento das solicitações de vagas pelas UPAs Santo Antônio e dos Barris entre 2022 e 2025.

“O Governo do Estado atende a população, enquanto a Prefeitura procura culpados. ACM Neto quer discutir a saúde da Bahia, mas evita explicar por que Salvador continua tão dependente da estrutura estadual”, afirmou.

A parlamentar também ressaltou os investimentos realizados pelo Governo do Estado na capital, incluindo hospitais, maternidades, policlínicas e centros de referência, além de recursos superiores a R$ 600 milhões destinados à ampliação e modernização da rede desde 2023.