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TSE implementa operação de segurança para as eleições

Por: Redação

03/10/2026 • 16h30

O Tribunal Superior Eleitoral adotou medidas para prevenir riscos e desinformação durante o primeiro turno das eleições, que ocorre neste domingo (4).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se prepara para o primeiro turno das eleições neste domingo (4) com uma operação focada em mitigar riscos identificados em pleitos anteriores e novas ameaças. A iniciativa inclui a criação de uma sala dedicada às big techs para combater a desinformação e a mobilização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para evitar bloqueios nas estradas, como os que ocorreram em 2022.

Na última quinta-feira (2), surgiram preocupações entre os membros do tribunal sobre possíveis tentativas de interferência estrangeira nas eleições, além do risco de ataques cibernéticos. Apesar do aumento da tensão, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que, até o momento, não há motivo para um alarme elevado.

A cúpula do TSE está em contato com órgãos de segurança e recebendo informações de inteligência sobre segurança digital e possíveis ataques. As urnas serão fechadas às 17h, ou quando todos os eleitores que estiverem na fila até esse horário puderem votar. O momento da divulgação dos resultados ainda não foi definido.

A operação do TSE envolve várias áreas, incluindo uma sala de monitoramento de desinformação, onde representantes das plataformas digitais que operam no Brasil estarão presentes. Entre as empresas que firmaram parcerias com o TSE, apenas o LinkedIn não confirmou presença na sede do tribunal no domingo. As demais, como Meta, X, TikTok, Kwai, Telegram e Google, estarão no local para facilitar a troca de informações e a resposta a conteúdos nocivos.

A atuação conjunta visa impedir que informações falsas se espalhem rapidamente entre as plataformas. As equipes de monitoramento poderão agir por iniciativa própria, sem necessidade de provocação externa, para identificar e responder a comportamentos que ameaçam a integridade das eleições.

Além disso, o TSE também se preparou para monitorar ameaças como violência contra candidatos e eleitores, acionando agentes de segurança quando necessário. As condições climáticas, como chuvas no Sul e estiagem no Norte, também estão sendo acompanhadas por uma equipe específica.

Durante a votação, o tribunal terá uma sala dedicada ao clima, para avaliar o impacto das condições meteorológicas na votação e na logística eleitoral. Em caso de dificuldades de trânsito devido a enchentes ou seca, as Forças Armadas e os tribunais locais poderão ser acionados.

O TSE estabeleceu um acordo com a PRF para garantir a circulação dos eleitores durante os dias de votação, prevendo que ações de fiscalização não devem causar obstruções nos deslocamentos. A portaria foi elaborada após uma proposta do diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Oliveira, ao presidente do TSE.

Em agosto de 2023, Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF, foi preso em uma operação da Polícia Federal relacionada a suspeitas de interferência da corporação nas eleições de 2022. Na ocasião, o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, convocou Vasques para prestarem esclarecimentos sobre a atuação da PRF.

A portaria assinada por Kassio Nunes Marques e pelo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, estabelece que a atuação da PRF deve priorizar a segurança e a fluidez do trânsito, assegurando a livre circulação dos eleitores. Qualquer bloqueio nas rodovias federais nos dias de votação deve ser informado ao Tribunal Regional Eleitoral local, com a devida justificativa e alternativas de rotas para garantir a mobilidade.

Comparada a 2022, a gestão atual do TSE, sob Kassio, tem mantido um perfil mais discreto, com um protagonismo maior apenas na fase final do processo eleitoral. Questões polêmicas, como a interferência do STF em decisões do tribunal, também marcaram a reta final das eleições passadas.

Fonte: Política Livre