Trump classifica guerra no Irã como insignificante para os EUA
Por: Redação
04/09/2026 • 21h30
O presidente americano minimizou o conflito, defendendo seu vice, que também não considera a situação uma guerra.
Na última sexta-feira (4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a guerra no Irã é de pouca importância para seu país e defendeu seu vice-presidente, J. D. Vance, que se negou a classificar o conflito como uma guerra. Em entrevista à imprensa na Casa Branca, Trump afirmou: "Eu chamo de 'conflito militar', porque é fichinha pra nós. Não é lá grande coisa." Desde o início do conflito, mais de 3.000 iranianos e 18 americanos perderam a vida, além de um custo superior a US$ 37,5 bilhões para os EUA.
Na quinta-feira (3), Vance, ao ser questionado sobre o término da guerra, respondeu que não sabia e sugeriu que os jornalistas perguntassem aos iranianos. Ele destacou que a pergunta sobre o fim do conflito está relacionada a quando os iranianos deixarão de atacar navios no estreito de Hormuz.
Trump iniciou a guerra em fevereiro deste ano, ao bombardear o Irã e eliminar lideranças políticas em colaboração com Israel, afirmando que o conflito não duraria mais do que seis semanas. Contudo, no dia 28 do último mês, a guerra completou seis meses, sem que houvesse negociações para um novo cessar-fogo.
O presidente também comparou o conflito no Irã com a situação na Venezuela, mencionando que na invasão que derrubou Nicolás Maduro não houve perdas americanas. Ele argumentou que, embora tenha havido 18 mortes, o número é considerado baixo em comparação com conflitos anteriores, como a Guerra do Vietnã, que resultou na morte de aproximadamente 60 mil militares americanos e milhões de civis vietnamitas.
Questionado sobre a sua afirmação de que a guerra é "fichinha" mesmo com as fatalidades, Trump defendeu sua decisão de atacar o Irã, afirmando que o país não pode possuir armas nucleares. Contudo, o impacto das ações americanas no programa nuclear iraniano permanece incerto, uma vez que o estoque de urânio enriquecido em 60% não foi reduzido. Este material, embora ainda não esteja no nível necessário para a fabricação de armas nucleares, supera em mais de 50% os níveis permitidos para uso civil.
Fonte: Política Livre

