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Trump afirma que acompanha as eleições brasileiras e as considera importantes

Por: Redação

01/10/2026 • 16h04

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que está atento ao processo eleitoral no Brasil, destacando sua relevância. Ele não manifestou apoio a nenhum candidato, mas elogiou o país e seu povo.

Nesta quinta-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou sobre as eleições brasileiras, afirmando que as acompanha "de perto" e que considera o pleito "muito importante". Ele elogiou o Brasil, ressaltando que é um "ótimo país" e que seus habitantes são "fantásticos".

Embora Trump não tenha declarado apoio a nenhum candidato em particular, suas declarações ocorrem a apenas três dias do primeiro turno das eleições, em um momento em que o governo brasileiro expressa preocupações sobre possíveis interferências do presidente americano no pleito. O temor é intensificado pela recente história de tensões comerciais entre os dois países e sanções impostas durante o governo Trump.

Recentemente, uma reportagem do jornal britânico The Guardian revelou que a administração Trump planeja destinar US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,2 milhões) a grupos que se opõem ao Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, alegando que a corte extrapola suas funções e impõe censura.

Desde o ano passado, quando Trump impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, surgiram discussões sobre a participação de "dissidentes políticos" nas eleições de 2026. Um relatório da Abin indicou um aumento na possibilidade de influência externa nas eleições, classificando a situação como "nível de criticidade".

A relação entre Trump e o ex-presidente Jair Bolsonaro foi marcada por elogios, mas também por uma escalada nas tensões, especialmente após a visita de Lula à Casa Branca. Em julho, Trump se reuniu com Flávio Bolsonaro, um dos principais adversários de Lula, enquanto o Departamento de Estado dos EUA classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.

Além disso, o governo Trump impôs tarifas adicionais sobre importações brasileiras, citando questões de propriedade intelectual e desmatamento, o que o governo Lula considerou uma ação politicamente motivada.

A escalada nas tensões se estendeu para o campo diplomático, com o Brasil negando vistos a funcionários do Departamento de Estado dos EUA e, em retaliação, os EUA revogando o visto da embaixadora brasileira em Washington. A criação do Escudo das Américas, uma iniciativa de Trump excluindo o Brasil, também gerou atritos.

Após uma reunião em setembro, 14 países da América Latina e Caribe classificaram o PCC e outras organizações como narcoterroristas, o que poderá influenciar ainda mais o cenário político e econômico entre os dois países.

Fonte: Política Livre