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Renan Santos defende armas nucleares e critica política de segurança pública

Por: Redação

26/08/202621h30

Candidato à presidência propõe desenvolvimento de armas nucleares e sugere guerra contra o crime organizado.

O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, expressou nesta quarta-feira (26) sua defesa pela criação de armas nucleares pelo Brasil, argumentando que isso garantiria a soberania nacional. As declarações foram feitas em uma entrevista à Rede Globo, no programa especial sobre as eleições de 2026.

Renan afirmou que não vê a necessidade de estudos científicos para justificar a produção de armas nucleares, ressaltando que o Brasil deve ter a força política necessária para se proteger. Ele reconheceu que o país ainda não possui capacidade imediata para desenvolver uma bomba atômica, mas defendeu que essa discussão deve ocorrer em um horizonte de médio e longo prazo.

Além disso, o candidato minimizou possíveis impactos nas relações com os Estados Unidos, sugerindo que seria necessário um diálogo entre os dois países. Ele comparou a atual posição do Brasil na política internacional a um "Zé Carioca do mundo".

No que diz respeito à segurança pública, Renan Santos reafirmou seu compromisso de recuperar territórios controlados por facções criminosas em até um ano de seu governo. Em relação ao fracasso da intervenção federal no Rio de Janeiro, que custou R$ 1,2 bilhão e ampliou o domínio do crime organizado, ele alegou que o Brasil enfrenta uma "guerra unilateral" e defendeu uma "declaração de guerra contra o crime organizado".

O candidato citou o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como uma inspiração para sua abordagem de segurança. Contudo, ao ser questionado sobre as denúncias de violações de direitos humanos associadas ao governo Bukele, Renan não reconheceu os casos, chamando-os de "clichê da mídia internacional". Ele também se distanciou da identificação com Bukele, apesar de ter falado anteriormente sobre "banhos de sangue" no Brasil, afirmando que o país está em busca de justiça diante da violência.

Ao tratar de Arthur do Val, deputado cassado após vazamentos de áudios machistas, Renan descreveu o episódio como "muito ruim", embora tenha atribuído a cassação à atuação do deputado como opositor na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O candidato também declarou que, se eleito, não respeitará decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerar ilegais, mencionando uma decisão do ministro Alexandre de Moraes que considerou "grotesca" em relação à quebra de sigilo de fontes jornalísticas.

Renan Santos, que não terá direito à propaganda eleitoral na TV, busca se apresentar como uma alternativa a Lula e Flávio Bolsonaro por meio de entrevistas e debates. Ele foi o terceiro candidato a ser entrevistado no programa, que teve início na segunda-feira (24). A sabatina com o presidente Lula está agendada para quinta-feira (27).

No último Datafolha, Renan Santos registrou 4% das intenções de voto no primeiro turno, em comparação a 39% de Lula e 33% de Flávio Bolsonaro.

Fonte: Política Livre