Quase 50% dos brasileiros consideram sua situação financeira regular, aponta Datafolha
Por: Redação
24/09/2026 • 13h10
Uma pesquisa revela que 45% dos brasileiros avaliam sua situação financeira como regular e 34% afirmam que a renda não é suficiente.
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha indica que quase metade da população brasileira considera sua situação financeira regular. De acordo com os dados, 45% dos entrevistados classificam suas finanças pessoais e familiares dessa forma. Além disso, 12% afirmam que sua condição é ruim ou péssima, enquanto 43% têm uma visão positiva, considerando-a ótima ou boa.
A pesquisa também mostrou que 34% dos brasileiros sentem que a renda familiar é insuficiente e, às vezes, falta dinheiro. Outros 15% relatam que sua renda é muito baixa e causa diversas dificuldades, resultando em 49% da população que se sente financeiramente apertada. Por outro lado, 42% dos entrevistados afirmam que a renda é suficiente para suas necessidades, enquanto 9% dizem que ganham mais do que precisam.
Apesar desse cenário, a maioria, 71%, acredita que sua situação financeira melhorará nos próximos 12 meses. Dentre esses, 45% esperam uma grande melhora, 26% uma melhora menor e 21% acreditam que sua situação permanecerá inalterada. Apenas 5% projetam piora e 3% não souberam responder.
A avaliação financeira varia conforme a condição socioeconômica. Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, 69% consideram sua situação ótima ou boa. Esse percentual é de 60% nas classes A e B e de 52% entre quem possui ensino superior. Em contrapartida, apenas 36% dos entrevistados com ensino fundamental, 33% das famílias com renda de até dois salários mínimos e 32% das classes D e E têm uma avaliação positiva.
A expectativa de melhora também difere entre os grupos. Por exemplo, 78% dos entrevistados com renda familiar de dois a cinco salários mínimos acreditam que suas finanças vão melhorar, assim como 76% da população economicamente ativa. No entanto, a expectativa é menor entre as classes D e E (65%), aqueles com ensino fundamental (62%) e pessoas com 60 anos ou mais (53%).
Quanto a intenções de consumo, 34% planejam aumentar o gasto com alimentos nos próximos 12 meses, seguidos por 32% em serviços de educação, 29% em roupas e calçados, 26% em saúde e beleza, e 21% em viagens. Para compras de maior valor, como automóveis, 23% já se planejam financeiramente, enquanto 12% pretendem comprar, mas ainda não começaram a se organizar. No setor imobiliário, 16% já estão se preparando para a compra e 10% planejam adquirir imóveis, mas ainda não iniciaram o planejamento.
A pesquisa foi realizada entre 14 e 19 de setembro de 2026, com 2.002 entrevistas em 125 municípios, apresentando uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%.
Fonte: Política Livre

