Produtora de 'Dark Horse' solicita ao STF suspensão de investigação em SP
Por: Redação
27/08/2026 • 22h00
A defesa de Karina Gama pede que o caso sobre o financiamento do filme sobre Bolsonaro seja transferido ao Supremo Tribunal Federal.
Karina Gama, proprietária da Go Up Entertainment, responsável pelo filme "Dark Horse", protocolou um pedido nesta quarta-feira (26) ao ministro André Mendonça do STF para que o caso envolvendo sua produtora, atualmente sob investigação pela Polícia Civil de São Paulo, seja conduzido pela corte. Os advogados também requereram a suspensão do inquérito local.
Segundo a defesa, a apuração em São Paulo está relacionada ao financiamento do longa-metragem e está ligada ao escândalo do Banco Master, que envolve recursos destinados à produção do filme. Eles argumentam que a competência para tratar do assunto é do Supremo, pois já existe uma investigação em andamento sob a relatoria de Mendonça.
O filme é um ponto central na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência, especialmente após a divulgação de áudios em que ele solicita R$ 61 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para concluir a obra. A defesa destaca que o delegado responsável pela investigação em São Paulo já mencionou a necessidade de apurar a origem dos recursos financeiros para a produção de "Dark Horse".
A operação da Polícia Civil, deflagrada em junho, teve como alvo endereços relacionados à produtora e uma secretaria da Prefeitura de São Paulo. A investigação busca determinar se houve irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), presidido por Karina Gama, que previa a instalação de wi-fi gratuito em comunidades carentes.
A defesa ainda ressalta que a apuração abrange aspectos que vão além do contrato de internet, especialmente devido à cobertura da mídia sobre o caso. O ministro Flávio Dino autorizou, na última segunda-feira (24), que a Polícia Federal tivesse acesso às evidências coletadas pela Polícia Civil sobre a Go Up Entertainment.
Fonte: Política Livre

