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Prévia da inflação de setembro registra 0,70%, conforme IBGE

Por: Redação

25/09/2026 • 12h17

A inflação oficial de setembro apresenta alta significativa, refletindo o impacto do fim do bônus de Itaipu.

A prévia da inflação de setembro ficou em 0,70%, o maior índice desde abril, quando foi registrado 0,89%. Esta alta representa uma reversão da deflação de agosto, que teve uma queda de -0,40%. O aumento é atribuído principalmente ao fim do bônus de Itaipu, que resultou em um aumento nas contas de luz. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, a inflação acumulada nos últimos 12 meses pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) chega a 4,47%, em comparação com 4,24% em agosto. Em setembro de 2025, a prévia da inflação havia sido de 0,48%, e em 2026, o índice acumulava 3,82%.

Confira o comportamento da inflação mensal deste ano:

  • Janeiro: 0,20%
  • Março: 0,44%
  • Abril: 0,89%
  • Maio: 0,62%
  • Junho: 0,41%
  • Julho: 0,06%
  • Agosto: -0,40%
  • Setembro: 0,70%

Para calcular o resultado mensal, o IBGE analisa o preço de nove grupos de produtos e serviços. Veja como cada grupo se comportou:

  • Habitação: 2,07% (impacto de 0,31 ponto percentual)
  • Despesas pessoais: 0,96% (0,10 p.p.)
  • Transportes: 0,60% (0,12 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,55% (0,02 p.p.)
  • Comunicação: 0,54% (0,02 p.p.)
  • Vestuário: 0,41% (0,02 p.p.)
  • Alimentação e bebidas: 0,40% (0,09 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,13% (0,02 p.p.)
  • Educação: 0,03% (0 p.p.)

A alta no grupo habitação foi puxada pela energia elétrica, que aumentou 7,42% em setembro, contribuindo com 0,29 ponto percentual para o índice. Esse aumento se deve à comparação com a queda de 6,25% registrada em agosto, que foi beneficiada pelo Bônus de Itaipu, um crédito nas contas de energia proveniente da comercialização da hidrelétrica.

No grupo Transportes, as passagens aéreas tiveram um aumento expressivo de 9,82%, enquanto os combustíveis apresentaram variações de preços, como:

  • Gás veicular: 1,56%
  • Gasolina: 0,30%
  • Óleo diesel: -0,78%
  • Etanol: -0,22%

No grupo alimentação e bebidas, o subgrupo alimentação no domicílio teve um aumento de 0,38% em setembro, após uma deflação de -0,97% em agosto. Os maiores aumentos foram:

  • Tomate: 20,76%
  • Arroz: 2,39%
  • Carnes: 1,30%

As quedas mais expressivas foram:

  • Feijão carioca: -6,33%
  • Cebola: -4,41%
  • Café moído: -1,36%

O IPCA-15 segue uma metodologia semelhante ao IPCA, que é a inflação oficial utilizada pelo governo para suas metas. A coleta de preços para o IPCA-15 foi realizada entre 15 de agosto e 15 de setembro, abrangendo 11 localidades no país. O IPCA completo de setembro será divulgado no dia 9 de outubro. Segundo o boletim Focus do Banco Central, a expectativa do mercado é de que a inflação de setembro fique em 0,52%.

Fonte: Política Livre