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Mercadante critica Flávio Bolsonaro por declaração sobre etanol

Por: Redação

22/08/202619h44

Aloizio Mercadante refuta comentários de Flávio Bolsonaro sobre a mistura de etanol na gasolina, destacando avanços na transição energética.

A declaração do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), que afirmou que "a gasolina virou etanol", foi considerada por Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como um equívoco e um exemplo de negacionismo climático. Mercadante argumentou que tal afirmação promove uma visão ultrapassada sobre o futuro energético do Brasil.

Segundo Mercadante, a mistura obrigatória de etanol anidro, que foi elevada para 32%, não visa prejudicar o consumidor, mas sim contribuir para a transição energética, diminuindo a dependência de combustíveis fósseis e estimulando a indústria nacional e o agronegócio.

Durante uma transmissão ao vivo, Flávio Bolsonaro criticou a medida E32, sugerindo que deveria ser revista, e levantou preocupações sobre possíveis danos aos motores dos veículos. Em resposta, entidades do setor de açúcar e etanol, como Unica e Unem, afirmaram que suas comparações desinformam a população.

No comunicado divulgado no último sábado, 22, Mercadante destacou que o BNDES, sob a gestão atual, já liberou mais de R$ 17 bilhões para investimentos em biocombustíveis, um valor quase quatro vezes superior ao do governo anterior. Esses recursos foram alocados em 17 projetos que visam aumentar a produção de etanol em mais de 5 bilhões de litros anuais.

Mercadante enfatizou que, enquanto alguns veem o etanol como um problema, o governo Lula busca transformar os biocombustíveis em uma oportunidade significativa para o Brasil, promovendo o agronegócio e a inovação em um modelo de economia de baixo carbono. O BNDES também aprovou mais de R$ 1,7 bilhão em inovações tecnológicas, incluindo motores híbridos e a etanol, desenvolvidos por montadoras como Volkswagen e Toyota.

O Brasil possui uma vantagem competitiva ao poder produzir energia renovável em larga escala. O etanol, uma inovação nacional, é fruto de décadas de investimento em pesquisa e desenvolvimento, e o governo atual está empenhado em converter recursos naturais em progresso e oportunidades para os brasileiros.

Fonte: Política Livre