Marcelo Nilo prorroga divulgação de dossiê contra presidente do TRE-BA
Por: Redação
17/08/2026 • 20h00
O deputado federal Marcelo Nilo adiou a apresentação de um dossiê contra o desembargador Maurício Kertzman Szporer, prevista para esta terça-feira.
O deputado federal Marcelo Nilo, do Republicanos, anunciou que a divulgação de um suposto dossiê contra o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman Szporer, foi prorrogada. Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (17), Nilo afirmou que, como não haverá sessão na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (18), a apresentação do documento ocorrerá na próxima sessão.
A discórdia entre Nilo e o desembargador ganhou destaque na semana passada, quando Kertzman divulgou um áudio de Nilo durante uma sessão do tribunal. Na gravação, o deputado questiona a atuação do presidente do TRE-BA em processos que envolvem seu nome e menciona um dossiê que teria em mãos.
Nilo revelou que seus advogados o aconselharam a não apresentar o dossiê na coletiva, já que a tribuna garantiria sua imunidade parlamentar. “Eu vou discursar na tribuna com esse dossiê. Meus advogados pediram que eu não passasse aqui, porque as coisas são muito graves”, ressaltou.
O deputado afirmou que recebeu novas informações que considera sérias e que o material será encaminhado às autoridades competentes. Segundo Nilo, o suposto dossiê foi entregue por várias pessoas ligadas ao Judiciário e, embora tenha mencionado a existência de recursos do desembargador no exterior, não confirmou a veracidade das informações. “Eu recebi um dossiê de várias instituições, de pessoas da OAB, deputados, juízes me mandaram. Eu nunca li, porque eu não sou Ministério Público”, explicou.
Durante a entrevista, Nilo descreveu o que considera uma perseguição por parte de Kertzman em processos eleitorais, afirmando que o desembargador começou a votar regularmente contra seus interesses. Ele observou que, inicialmente, estava obtendo decisões favoráveis, mas que as circunstâncias mudaram com a entrada de juízes próximos a Kertzman e ao ex-ministro Rui Costa (PT).
“Eu geralmente estava ganhando, porque o tribunal tem dois juízes da Ordem dos Advogados que são indicados por Rui Costa. Mas a composição começou a mudar e passei a perder por 4 a 3”, relatou Nilo.
O deputado também mencionou que passou a ser alvo de decisões desfavoráveis após fazer críticas a Rui Costa e ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). “Quando eu disse que, se Rui Costa não for preso, não existe Justiça no país — é uma opinião minha —, comecei a ser perseguido”, concluiu.
Fonte: Política Livre

