Lulinha é apontado como beneficiário indireto em ação de lobista, segundo PF
Por: Redação
20/08/2026 • 19h30
A Polícia Federal investiga o filho do presidente Lula em um caso que envolve a venda de medicamentos ao governo. Defesa de Lulinha critica vazamentos de informações.
A Polícia Federal identificou Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, como beneficiário indireto em uma ação da lobista Roberta Luchsinger, que tentou estabelecer contatos para facilitar a venda de medicamentos à base de canabidiol ao governo federal. Essa informação foi divulgada em uma reportagem da revista Veja, que se baseou em relatórios da PF, confirmados pelo jornal Folha de São Paulo.
Segundo os documentos, Lulinha foi mencionado por Roberta como uma referência importante nas negociações. Mensagens de celular revelaram que ela pretendia retirar Fábio do Brasil até junho de 2025, quando ele realmente se mudou para a Espanha. As investigações também incluem Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, que teria organizado uma reunião entre Roberta e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde, hoje no gabinete do presidente.
Após essa reunião, Roberta enviou a Marcola um esboço de contrato para a venda de canabidiol, embora as tentativas de negociação no Ministério da Saúde não tenham avançado. Tanto Lulinha quanto Marcola negam qualquer irregularidade. O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, criticou a atuação da PF, chamando-a de "esculhambação" devido aos vazamentos de informações.
Os investigadores identificaram um grupo próximo, incluindo Roberta, Lulinha e Fernando Bittar, que se comunicava através de um grupo de WhatsApp para tratar de interesses privados junto a órgãos públicos. Bittar, conhecido por ser dono do sítio em Atibaia, foi mencionado na Operação Lava Jato, que alegou que o verdadeiro proprietário do imóvel seria Lula.
De acordo com a PF, Lulinha é visto como uma figura com influência nas decisões, apesar de manter uma postura discreta. Em mensagens, Roberta mencionou a necessidade de preservar a imagem de Lulinha. Marcola foi encarregado de agendar a reunião entre Roberta e Swedenberger, e, após esse encontro, recebeu uma minuta de contrato sobre os medicamentos. Na mesma época, Roberta começou a pagar contas de Marcola, que ele alegou serem empréstimos, totalizando R$ 217.098 entre fevereiro e novembro de 2024, incluindo despesas de cartão de crédito e financiamento de carro.
Fonte: Política Livre

