Lula critica Bolsonaro e Trump em discurso sobre terrorismo
Por: Redação
18/09/2026 • 13h58
Lula afirma que Bolsonaro fez parte de um plano terrorista ao tentar um golpe em 2022 e critica a visão de Trump sobre facções criminosas no Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, declarou nesta sexta-feira (18) que Jair Bolsonaro (PL) integrou um grupo terrorista ao tentar implementar um golpe em 2022. A crítica surgiu em resposta à afirmação do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que classificou facções criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como terroristas.
Lula contestou a interpretação de Trump, argumentando que o real terrorismo é o que se manifesta no Estado. Ele afirmou que as ações de Bolsonaro em relação ao golpe de 8 de janeiro se configuram como terrorismo, mencionando planos que visavam eliminar figuras como ele mesmo, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
A referência do presidente foi ao plano denominado "Punhal Verde e Amarelo", que segundo investigações da Polícia Federal, foi elaborado pelo general da reserva Mário Fernandes, que atuou como secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro.
Durante sua visita ao Rio de Janeiro, onde acompanhou ações de combate ao crime organizado, Lula também criticou a comparação de Trump e reiterou que as facções são consideradas terroristas por afetarem diretamente a vida da população local. "Esses bandidos são terroristas para a família que mora no bairro", destacou.
As declarações de Lula vieram após o governo Trump afirmar que o Brasil não tem sido eficaz no combate ao PCC e ao CV, que, segundo eles, contribuíram para transformar o país em um ponto estratégico no tráfico global de cocaína. Em maio, os EUA já haviam classificado essas facções como organizações terroristas.
No evento, Lula assinou convênios que visam desarticular a logística do crime organizado e retomar áreas dominadas por essas organizações. Ele ainda criticou a influência de políticos nas questões de segurança pública no estado, mencionando que deputados têm excessiva influência sobre repartições públicas.
Fonte: Política Livre

