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Lobista movimentou grandes quantias e pagou passagens de filho de Lula, diz PF

Por: Redação

24/08/202620h00

A Polícia Federal investiga Roberta Luchsinger por transferências de dinheiro relacionadas a viagens de Fábio Luís Lula da Silva. Defesa de Lulinha critica suposta interferência política nas investigações.

Uma investigação da Polícia Federal revela que a lobista Roberta Luchsinger fez movimentações significativas de dinheiro em espécie, parte das quais teria sido utilizada para pagar passagens de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. Em documentos acessados pela imprensa, a PF relata que, em 25 de junho do ano passado, o motorista de Roberta coletou R$ 300 mil em duas ocasiões, sendo R$ 100 mil e R$ 200 mil, e que R$ 50 mil desse total foram transferidos para uma agência de turismo que emitiu passagens para Lulinha e Roberta, no mesmo dia em que viajaram de Brasília a São Paulo.

No entanto, em um diálogo registrado pela PF, Roberta mencionou que não poderia gastar mais com passagens, pois já estava arcando com R$ 100 mil mensais para uma casa usada por Lulinha. A defesa de Lulinha argumenta que setores da PF estão sendo utilizados para fins políticos e que não há provas de que o dinheiro foi destinado ao pagamento das passagens, chamando a situação de um "quebra-cabeça de ilações".

A investigação também aponta que Roberta utilizou seu motorista, Ulisses Barbosa Viana Júnior, para movimentar grandes quantias em dinheiro. Em uma conversa, ela pediu a Ulisses para depositar R$ 50 mil em sua conta e R$ 50 mil na conta da agência de viagens, além de entregar outros valores a indivíduos não identificados pela PF.

Adicionalmente, a PF indica que Lulinha, Roberta e o empresário Fernando Bittar podem ter participado de uma "sociedade oculta" relacionada a negócios de Cannabis medicinal, que tentaram vender ao Ministério da Saúde. O inquérito, que está sob a responsabilidade do ministro André Mendonça, do STF, investiga possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência.

Além disso, Roberta teria pago R$ 217 mil em despesas pessoais de Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, durante 2024, quando ela buscava contratos na área de Cannabis medicinal. A defesa de Marcola negou qualquer relação com licitações no Ministério da Saúde.

Fonte: Política Livre