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Jerônimo defende obras da Ponte Salvador-Itaparica e questiona ACM Neto sobre Banco Master

Por: Redação

17/09/202615h22

O governador Jerônimo Rodrigues respondeu a críticas de ACM Neto sobre a ponte e exigiu esclarecimentos sobre o Banco Master.

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) reafirmou seu apoio às obras da Ponte Salvador-Itaparica, respondendo às críticas do ex-prefeito de Salvador e concorrente na eleição para o governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil). Durante uma entrevista à rádio Sociedade nesta quinta-feira (17), Jerônimo classificou como infundados os questionamentos de Neto sobre os aditivos do projeto e cobrou explicações sobre supostos pagamentos do Banco Master.

O governador destacou que o contrato da ponte é monitorado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), que participou ativamente das discussões sobre a atualização dos custos da obra. "Respeite o Tribunal de Contas do Estado. O TCE acompanha esse projeto da ponte e nos ajudou, inclusive, a ter saídas honrosas", declarou.

Jerônimo explicou que a revisão dos valores foi necessária devido às alterações nos preços de insumos e mão de obra provocadas pela pandemia de Covid-19. "Quando aconteceu a Covid, o consórcio chinês disse: ‘os preços mudaram de aço, de cimento, de mão de obra’. O TCE chamou a gente à mesa dizendo ‘vamos tentar [renegociar], pelo bem público'", relatou.

O governador também direcionou críticas a ACM Neto, questionando a falta de transparência nas contas do ex-prefeito relacionadas ao Banco Master. "Não existe caixa-preta [na ponte]. Existe nas suas contas sobre o dinheiro recebido do Master. Aí é caixa-preta. A Bahia quer saber, abra a caixa-preta do Master do dinheiro que você recebeu", afirmou.

Além disso, Jerônimo comentou sobre a possibilidade de ser processado por Neto em decorrência de suas declarações. O ex-prefeito havia manifestado a intenção de recorrer à Justiça. "Estou aguardando. Eu repeti uma frase que parece que foi dada pelo UOL. Quem disse que ele recebia 10% foi o UOL. Prove que não foi 10%. Não é a mim, não: é ao povo baiano e ao UOL", concluiu Jerônimo.

Fonte: Política Livre