Garotinho desiste de recurso no TSE e favorece Douglas Ruas no Rio
Por: Redação
05/10/2026 • 17h00
A desistência de Garotinho amplia as chances de Douglas Ruas ser declarado governador eleito no Rio de Janeiro.
A defesa do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) protocolou um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (5), desistindo do recurso que visava validar seu registro de candidatura ao Governo do Rio de Janeiro. Essa decisão abre caminho para que Douglas Ruas (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, seja reconhecido como governador eleito, uma vez que a anulação dos votos de Garotinho garantiria a Ruas mais de 50% dos votos válidos na disputa.
Integrantes da campanha do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) acreditam que o TSE deve avaliar o caso, mesmo com a desistência, uma vez que a corte já tomou decisões semelhantes anteriormente, considerando o impacto dos votos no resultado das eleições. Ruas, em declaração feita pela manhã, expressou confiança na Justiça e afirmou que não existe conflito sobre os votos de Garotinho. Ele destacou que Paes já havia solicitado anteriormente ao TSE que os votos de Garotinho fossem considerados nulos, indicando que ambos os candidatos têm a mesma posição sobre o assunto.
Ruas obteve 49,27% dos votos nominais, enquanto Paes teve 42,76%. Garotinho, por sua vez, registrou 3,17%, mas seus votos estão sob a condição de anulados sub judice, pois seu registro de candidatura foi indeferido. Se esses votos forem desconsiderados, Ruas passaria a ter 50,89% dos votos válidos, o que garantiria sua vitória no primeiro turno.
O registro de Garotinho foi negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro devido a uma condenação em ação civil pública, onde foi acusado de desviar R$ 234,4 milhões da Secretaria de Saúde para ONGs que apoiaram sua pré-candidatura à Presidência em 2006, durante a gestão de sua esposa, Rosinha Garotinho, que foi governadora de 2003 a 2006. Ele foi condenado à suspensão dos direitos políticos por oito anos, e sua defesa argumenta que a pena expirou em agosto deste ano. No entanto, o TRE-RJ determinou que a inelegibilidade se estende até 2033, considerando que o processo só foi encerrado em definitivo no ano passado.
Na última sexta-feira (2), o ministro Floriano Marques, do TSE, já havia decidido que os votos destinados a Garotinho deveriam ser considerados nulos, afirmando que tais votos não devem ser contabilizados para qualquer finalidade. Garotinho, em entrevista à imprensa, afirmou que tomaria a mesma atitude caso Paes estivesse na liderança e criticou seus adversários e os eleitores, questionando a escolha do povo diante da corrupção no estado.
Fonte: Política Livre

