Flávio Dino defende Estela Aranha e destaca legitimidade de decisões judiciais sobre debates
Por: Redação
02/10/2026 • 15h15
O ministro do STF, Flávio Dino, apoia a decisão de Estela Aranha e questiona críticas direcionadas à ministra.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou apoio à ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu proibir a Rede Globo de mostrar o púlpito vazio de candidatos ausentes durante o debate presidencial agendado para a noite de quinta-feira (1). Dino também mencionou o decano do STF, Gilmar Mendes, e o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, ressaltando que as decisões tomadas por eles são legítimas e que é natural haver discordâncias sobre suas conteúdos.
Em uma publicação em seu Instagram, Dino comentou sobre a decisão de Gilmar, que permitiu a participação do candidato Renan Santos (Missão) no debate, apesar de não ter sido convidado pela emissora. Kassio Nunes também havia determinado que o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e outros candidatos do partido fossem convidados para o debate.
Dino questionou por que a decisão de Estela, a única mulher entre os três magistrados, recebeu mais críticas em comparação às decisões dos homens. Ele destacou que enquanto Kassio garantiu a participação de Zema e Gilmar a de Renan, a ministra tratou de uma questão relacionada a uma cadeira vazia no cenário do debate.
A decisão de Estela foi motivada por um pedido da campanha do presidente Lula (PT), que optou por não participar do debate. Flávio Dino mantém uma relação próxima com Estela, tendo sido seu assessor especial quando atuou como ministro da Justiça durante o governo Lula. Ele também tem enfrentado críticas de bolsonaristas, que acusam sua atuação de favorecer Lula na disputa presidencial. Recentemente, Dino anulou uma decisão do ministro André Mendonça, do TSE, que havia removido publicações falsas sobre Flávio Bolsonaro (PL). A campanha de Flávio chegou a solicitar que o presidente do STF, Edson Fachin, declarasse Dino suspeito para lidar com casos envolvendo o senador, Lula e as eleições presidenciais, mas o pedido foi negado pelo ministro.
Fonte: Política Livre

