Flávio Bolsonaro solicita prisão de coordenador da Secom por disseminação de fake news
Por: Redação
26/09/2026 • 14h45
Flávio Bolsonaro pede a prisão de George Marques por republicar informações falsas ligadas ao PL e à padroeira do Brasil.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República, solicitou ao Ministério Público Eleitoral a prisão preventiva de George Marques da Silva e Silva, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). A solicitação foi apresentada na sexta-feira, 25, após Marques ter republicado uma mensagem que incentivava a divulgação de uma informação falsa, alegando que Flávio e o PL apoiavam a remoção do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
A postagem, que foi posteriormente excluída, continha uma orientação para que as pessoas parassem de divulgar retratações e continuassem a propagar a narrativa de que a imagem de Nossa Senhora Aparecida estava sendo atacada. O Palácio do Planalto, em nota, classificou o pedido como injusto e arbitrário, ressaltando que a republicação foi feita de forma pessoal, em um perfil privado e fora do horário de trabalho.
O boato que envolvia Flávio Bolsonaro começou a circular com influenciadores ligados ao lulismo e ganhou força após uma informação errada veiculada pela GloboNews, que depois corrigiu a informação. No pedido de prisão, foram citadas quatro republicações de George Marques, incluindo uma que afirmava que a Igreja Católica estava sendo perseguida por Flávio Bolsonaro.
Os advogados de Flávio Bolsonaro alegaram a ocorrência de três crimes: a divulgação de informações falsas na campanha, incitação ao crime e associação criminosa, com penas que podem somar até seis anos. A petição ao MP Eleitoral argumenta que as publicações revelam uma organização deliberada para manter a desinformação em circulação até o primeiro turno das eleições.
O Palácio do Planalto reitera que não se pode atribuir a responsabilidade ao governo por ações pessoais de um servidor e expressa preocupação com tentativas de censura e patrulhamento da liberdade de expressão.
Fonte: Política Livre

