Flávio Bolsonaro planeja rever reforma tributária em até seis meses
Por: Redação
18/08/2026 • 21h30
Rogério Marinho, coordenador da campanha, afirma que mudanças no IVA podem ocorrer após as eleições, mas sem detalhar como.
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), anunciou nesta terça-feira (18) que, se eleito, o candidato pretende revisar a reforma tributária no prazo de quatro a seis meses. Marinho expressou a intenção de reduzir o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), atualmente entre 26,5% e 28%, mas não especificou quais setores seriam impactados por essa mudança.
Ele mencionou que a alíquota poderia ser reduzida para 21% sem considerar os subsídios dados a setores específicos, mas não esclareceu quais ajustes seriam necessários para alcançar essa meta. O senador criticou a reforma atual, atribuindo suas falhas ao governo Lula (PT) e alegando que a falta de uma coordenação efetiva resultou em um sistema injusto, favorecendo lobbies.
Marinho comentou que existem cerca de R$ 6 trilhões previstos em subsídios e fundos a serem utilizados em uma década para combater desigualdades regionais, sugerindo que esses recursos deveriam ser direcionados a setores mais carentes, que não possuem forte influência política.
Ele garantiu que a equipe não pretende paralisar a reforma tributária, mas sim corrigir distorções que, segundo ele, implicam em danos à sociedade. "Vamos manter o que é bom e corrigir o que consideramos ruim", afirmou.
Sobre a Petrobras, Marinho esclareceu que não há planos de privatização, mas que a estatal passará por uma avaliação de eficiência, seguindo a linha do governo anterior, que incluiu a venda de ativos. O vice da chapa, Alfredo Gaspar (PL), também criticou o governo Lula pela regulamentação das apostas, defendendo uma regulamentação mais rígida, sem apresentar detalhes sobre possíveis proibições.
Além disso, Marinho e Gaspar ressaltaram outras propostas do plano de governo de Flávio, como a construção de cinco presídios federais e a redução do número de ministérios para otimizar a administração pública.
Fonte: Política Livre

