Flávio Bolsonaro defende governo Lula e fala sobre 'Dark Horse'
Por: Redação
24/08/2026 • 21h00
O senador Flávio Bolsonaro afirmou que a prestação de contas do filme já foi apresentada e criticou a insistência na investigação sobre o contrato com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que é candidato à Presidência, reiterou nesta segunda-feira (24) que a prestação de contas do filme "Dark Horse" já foi feita e que as explicações devem partir do presidente Lula (PT). Ele respondeu a uma pergunta da Folha de São Paulo sobre a possibilidade de divulgar o contrato firmado entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e a produção do filme, que recebeu um pedido de R$ 61 milhões para sua realização.
Flávio questionou: "Vocês vão parar no tempo? O Brasil está em chamas, todo mundo endividado, e vocês querem insistir em questões com fundo privado que não têm contrapartida pública?". Ele enfatizou que o governo Lula deve ser responsabilizado e cobrado por explicações.
A declaração foi feita após uma reunião da diretoria da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) na avenida Paulista. Embora a produtora Go Up tenha declarado gastos de aproximadamente R$ 75 milhões com "Dark Horse", a documentação anexada a um inquérito policial não detalhou os financiadores ou incluiu notas fiscais dos fornecedores.
Em maio, Flávio havia se mostrado disposto a tornar público o contrato com Vorcaro e solicitado à produtora uma prestação de contas mais transparente. Atualmente, os repasses de Vorcaro estão sob investigação da Polícia Federal, que apura possíveis irregularidades.
Na sexta-feira (21), o ministro do STF Flávio Dino autorizou a PF a acessar provas coletadas pela Polícia Civil de São Paulo relacionadas à Go Up, o que deverá intensificar as investigações sobre a destinação de emendas parlamentares à produtora.
Durante a reunião na Fiesp, Flávio seguiu as ideias do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao defender a exploração de terras indígenas. Ele argumentou que os indígenas deveriam ter voz nas decisões sobre suas terras e a possibilidade de gerar renda com atividades econômicas em suas propriedades.
O senador criticou o governo Lula, afirmando que ele traz mais prejuízos ao Brasil do que a pandemia e que há um aumento no número de pessoas endividadas. Flávio também comentou sobre a situação das universidades federais, sugerindo que o ambiente acadêmico se assemelha a uma "cracolândia".
Antes do encontro, Flávio conversou com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que destacou a disposição do senador para promover mudanças significativas no Brasil. Flávio também comentou que não precisa de um pacto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para trabalharem juntos, apesar de ter mencionado um acordo com ele para um único mandato caso seja eleito.
Fonte: Política Livre

