Fachin concede 72 horas para Mendonça se manifestar sobre pedido da AGU
Por: Redação
08/09/2026 • 22h00
O governo Lula solicita a reversão do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou um prazo de 72 horas para que o ministro André Mendonça se manifeste sobre um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que busca reverter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A AGU, vinculada ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, protocolou o recurso nesta terça-feira (8), alegando que a responsabilidade pela nomeação e exoneração do diretor da PF cabe exclusivamente à Presidência da República, e não a um ministro do STF.
No pedido, assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e outros integrantes da AGU, é solicitado que Fachin suspenda a decisão de Mendonça de forma urgente. O recurso argumenta que o afastamento de Rodrigues causou uma "grave lesão à ordem pública e administrativa". Messias afirmou que a medida de Mendonça infringe a prerrogativa constitucional do presidente da República em gerir cargos de direção na Polícia Federal, além de comprometer a continuidade das atividades da instituição.
Mendonça decidiu afastar Andrei Rodrigues após a PF apresentar um relatório interno que foi utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes para solicitar uma investigação contra Mendonça. O relatório indicou possíveis crimes de abuso de autoridade e improbidade na condução de processos relacionados ao Banco Master e ao INSS.
Em sua decisão, Mendonça descreveu o relatório da PF como "surreal" e "inimaginável", questionando seu conteúdo e até ironizando ao referir-se a ele como um "documento". Ele também revelou que ele e Messias foram monitorados pela PF por pelo menos 30 dias. O relatório também implicou Mendonça em ações que teriam favorecido determinados grupos políticos, quebrando a imparcialidade judicial.
O relator sinalizou que poderá levar ao plenário a proposta de abertura de uma investigação formal contra o colega Mendonça.
Fonte: Política Livre

