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Exportação de carne bovina do Brasil cai 23% em agosto

Por: Redação

07/09/202621h00

As vendas externas de carne bovina em agosto somaram 225 mil toneladas, um recuo significativo em comparação ao ano passado e ao recorde de junho.

As exportações brasileiras de carne bovina apresentaram um declínio em agosto, totalizando 225 mil toneladas, o que representa uma queda de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior. Quando comparadas ao recorde de 317 mil toneladas alcançado em junho, a redução atinge 29%.

A diminuição nas vendas é atribuída, principalmente, à China, que enviou apenas 16,1 mil toneladas de carne bovina brasileira em agosto, bem abaixo das 158 mil toneladas do mês de junho. Isso ocorreu devido à conclusão da cota chinesa para a carne sem a taxa adicional de 55%, além das novas restrições da União Europeia às importações de proteína animal brasileira, que entraram em vigor em setembro.

Embora a China tenha reduzido suas importações, os mercados americano e europeu ajudaram a compensar essa queda. O Brasil exportou 35 mil toneladas de carne bovina para os Estados Unidos em agosto, um aumento em relação às 26 mil de junho. Para a Europa, as vendas subiram de 12,5 mil toneladas em julho para 23,3 mil em agosto, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Apesar da desaceleração nas exportações de carne bovina, o setor de proteínas animais permanece aquecido, com 7 milhões de toneladas exportadas de janeiro a agosto, um crescimento de 11% em relação ao ano anterior. Em termos de receita, o total atingiu US$ 23 bilhões, um aumento de 20% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Até agosto, a China importou 1,3 milhão de toneladas de carne brasileira, mantendo o volume do ano anterior. Embora as compras de carne bovina e suína tenham diminuído, a demanda por carne de frango aumentou, especialmente após a recuperação das importações, que haviam sido afetadas por surtos de gripe aviária no ano passado.

As exportações de carne suína também cresceram, atingindo 1 milhão de toneladas e gerando US$ 2,43 bilhões em receitas. As Filipinas e o Japão são os principais compradores desse produto. No entanto, a China, que foi a maior importadora em 2021, reduziu suas compras para 89 mil toneladas este ano, devido a mudanças em sua produção interna após a peste suína.

Com a aproximação do final do ano, o Brasil enfrentará um cenário desafiador para as exportações de carne bovina, já que a taxa de 67% imposta à China e as novas barreiras da União Europeia poderão impactar os resultados. A partir de janeiro, o Brasil terá uma nova cota para a China sem a taxa adicional, enquanto a União Europeia terá um período mais prolongado de restrições.

Fonte: Política Livre