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Ex-secretários do MEC de Bolsonaro manifestam apoio à reeleição de Lula

Por: Redação

28/09/2026 • 16h31

Três ex-secretários do Ministério da Educação (MEC) durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL) publicaram um manifesto apoiando a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esses ex-titulares das subpastas, que atuaram sob o comando do ministro Ricardo Vélez Rodrigues, expressaram preocupações com as propostas educacionais de Flávio Bolsonaro, destacando os riscos de retrocesso.

O documento critica a agenda de Flávio, que inclui militarização das escolas e uma abordagem de ensino voltada para o mercado. Os ex-secretários afirmam que preferem um projeto que defenda a educação pública como um direito e um instrumento de justiça social. O texto ressalta a escolha clara em favor de Lula, citando a necessidade de evitar a subordinação da escola a ideologias autoritárias e à lógica de mercado.

Assinam a carta Alexandro Ferreira de Souza, Marco Antônio Barroso Faria e Bernardo Goytacazes de Araújo, que ocuparam as secretarias de Educação Profissional e Tecnológica, Regulação e Supervisão da Educação Superior, e Modalidades Especializadas, respectivamente. Os três foram alunos de Vélez na Universidade Federal de Juiz de Fora e chegaram ao MEC por sua indicação.

Vélez, que assumiu o cargo em janeiro de 2019, ficou apenas até abril do mesmo ano, sua saída resultante de disputas internas e críticas a sua postura, influenciada por Olavo de Carvalho. Goytacazes de Araújo, atualmente secretário de Educação em Três Rios (RS), destacou que o compromisso ético com a educação supera qualquer bandeira política, enfatizando a necessidade de continuidade nas melhorias educacionais.

Os ex-secretários também criticaram a proposta de Flávio Bolsonaro por não abordar questões estruturais fundamentais, como valorização salarial e infraestrutura escolar. O manifesto expressa preocupação com a centralização das decisões e a ausência de compromissos concretos em temas cruciais para a educação, além de apontar falhas na política de ensino profissional e tecnológico.

A passagem de Vélez pelo MEC foi marcada por polêmicas e disputas ideológicas, e suas falas controversas sobre temas sociais e políticos contribuíram para sua saída. Após ele, outros ministros assumiram a pasta, mas também enfrentaram críticas e problemas relacionados à educação no Brasil.

Fonte: Política Livre