Ex-chefe de gabinete de Lula solicitou quadro avaliado em € 100 mil
Por: Redação
22/08/2026 • 15h15
Marco Aurélio Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, teria pedido uma obra de arte à lobista Roberta Luchsinger, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola e ex-chefe de gabinete do presidente Lula, solicitou um quadro à lobista Roberta Luchsinger, que afirmou que a obra estava avaliada em € 100 mil, conforme reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.
A conversa, que ocorreu em dezembro de 2024, foi registrada pela Polícia Federal (PF). Marcola teria enviado uma mensagem a Luchsinger questionando sobre o quadro, acompanhada de um "kkk". A lobista, por sua vez, enviou uma foto do quadro e mencionou que ele estava sendo emoldurado, garantindo que ainda prepararia a documentação necessária.
A defesa de Ribeiro nega que ele tenha recebido a obra ou qualquer outro item de valor, destacando que a mensagem com risadas indica que não era uma cobrança. Os advogados também afirmaram que não tiveram acesso completo ao inquérito, sugerindo que informações estão sendo vazadas para distorcer a investigação.
De acordo com a PF, os diálogos sugerem que Roberta enviou a Marcola uma lista de assuntos de interesse no governo e recebeu orientações dele para tratar os temas por telefone. Há suspeitas de que Ribeiro tenha recebido vantagens indevidas em troca de apoio a Luchsinger em sua atuação como lobista.
Marcola, que tinha a confiança de Lula, recebeu R$ 249 mil de Luchsinger, o que ele classificou como um empréstimo pessoal que já foi quitado. Ele deixou o governo em junho para se juntar à campanha de Lula, mas acabou saindo do comitê em meio a uma crise. Recentemente, a Folha de S.Paulo informou que a lobista pagou R$ 217 mil em despesas de Marcola, incluindo faturas de cartão de crédito e financiamento de veículo.
A situação se complica ainda mais para o presidente Lula, já que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, é amigo de Luchsinger. A PF investiga se ele seria um beneficiário indireto das ações da lobista, que estaria buscando contatos políticos para facilitar a venda de medicamentos à base de canabidiol ao governo federal.
Fonte: Política Livre

