Empresários e economistas se mobilizam por transparência no STF
Por: Redação
04/09/2026 • 19h30
Um novo manifesto pede apuração de fatos envolvendo ministros do Supremo e maior transparência. O movimento aguarda a posição de Edson Fachin sobre recentes escândalos na Corte.
Um grupo de empresários e economistas está se organizando para elaborar um manifesto que clama por investigações sobre os recentes acontecimentos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e por maior transparência no processo. As discussões têm ocorrido em grupos de WhatsApp, reunindo líderes de empresas, instituições financeiras e especialistas em economia.
Ainda não foram definidas as ações que o grupo tomará, pois os organizadores pretendem aguardar a resposta de Edson Fachin, presidente do STF, sobre os escândalos revelados nesta semana antes de decidir os próximos passos. Um dos participantes expressou preocupação com a possibilidade de o tema ser utilizado para fins eleitorais, mas a maioria acredita que a questão deve ser tratada de forma apartidária, dada a fragilidade das instituições.
Um dos empresários envolvidos ressaltou que um manifesto por si só pode não ser suficiente diante da gravidade da situação. Alexandre Ostrowiecki, presidente do conselho da Multi, publicou um vídeo nas redes sociais onde enfatiza a necessidade de uma atuação profissional da Polícia Federal, do Ministério Público e do STF para combater a corrupção, um aspecto que, segundo ele, falhou no caso do Master. "As mensagens revelam que a corrupção está no coração do sistema de prevenção", afirmou Ostrowiecki.
Esse não é o primeiro movimento desse tipo. Em dezembro, foi lançado o manifesto "Ninguém acima da Lei", que já conta com mais de 78 mil assinaturas e exigia de Fachin um código de conduta mais rigoroso e maior transparência nas práticas da Corte. Esse documento surgiu após revelações sobre a ligação entre alguns ministros do STF e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em março, ocorreu um ato cívico na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, que reuniu 150 pessoas presencialmente e atraiu 2,3 mil espectadores online.
Apesar da pressão da sociedade civil, o código de ética ainda não foi implementado. Fachin tentou marcar reuniões com outros ministros para discutir sua adoção, mas esses encontros não se concretizaram. Com as novas revelações desta semana, que incluem diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro, além de uma revisão de contrato que envolvia R$ 130 milhões à advogada e esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, o movimento ganhou nova força.
Fonte: Política Livre

