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Empresária presenteou ex-chefe de gabinete de Lula com joias, diz PF

Por: Redação

17/08/202621h45

A Polícia Federal investiga a relação entre Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente.

A empresária Roberta Luchsinger é alvo de investigações da Polícia Federal por ter comprado joias de diamantes e presenteado Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que foi chefe de gabinete do presidente Lula. As informações foram obtidas a partir de mensagens analisadas pela PF, que fazem parte de um inquérito sobre supostas fraudes do INSS.

Os diálogos indicam que Marcola participou da escolha das joias, que teriam sido compradas para o Dia das Mães de 2024, totalizando cerca de R$ 9.000. Roberta é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que também está sob investigação. As conversas revelam que Lulinha orientou Roberta a emitir notas fiscais para cobrar Cleber Ribas de Oliveira, um empresário investigado.

A defesa de Lulinha questionou a autenticidade das mensagens, alegando que não é possível garantir a integridade das provas. O relatório da PF menciona que Cleber teria financiado uma viagem de Lulinha em troca de favores, e a defesa de Cleber afirmou não ter acesso ao conteúdo completo dos diálogos.

As investigações sugerem que Lulinha e Roberta mantinham uma relação que ia além da amizade, com a participação de ambos em reuniões e atividades comerciais. O filho do presidente teria conhecimento das operações de Roberta e estaria coordenando suas agendas.

Três inquéritos foram abertos pelo STF para apurar as suspeitas de tráfico de influência, envolvendo Lulinha em negociações com órgãos públicos. Recentemente, o advogado de Lulinha criticou a atuação da PF, denunciando vazamentos seletivos e a falta de acesso aos autos, que somam mais de 300 páginas.

Em resposta às investigações, Lula afirmou que seu filho precisa provar sua inocência e que não terá privilégios. Roberta Luchsinger já havia sido alvo de buscas na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de débitos não autorizados em aposentadorias e pensões, estimando-se que a fraude tenha causado perdas superiores a R$ 6 bilhões.

Marcola, por sua vez, declarou ter recebido pagamentos de Roberta referentes a um empréstimo, negando qualquer ilegalidade em sua função. Ele deixou o cargo em julho para coordenar a campanha de reeleição de Lula.

Fonte: Política Livre