Crise da Casas Bahia é usada por rivais para criticar governo Lula
Por: Redação
20/08/2026 • 20h15
A varejista pediu recuperação judicial com dívidas de R$ 17,3 bilhões, gerando críticas de candidatos à presidência.
A recente crise da Casas Bahia, que resultou em um pedido de recuperação judicial e uma dívida de R$ 17,3 bilhões, tem sido utilizada por candidatos adversários do governo Lula para criticar a atual gestão. No dia 17 de outubro, a varejista formalizou sua situação financeira, o que gerou discussões sobre a saúde econômica do país.
Durante uma sabatina na rádio CBN, o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), destacou a importância de discutir a situação das empresas, sugerindo que a crise da Casas Bahia reflete a luta dos empreendedores brasileiros em meio a um cenário de insegurança jurídica e alta taxa de juros. Ele mencionou que muitos trabalhadores da varejista estão enfrentando dificuldades financeiras e perda de emprego, e reforçou a necessidade de uma direção clara para enfrentar esses desafios.
Já Ronaldo Caiado, presidenciável pelo PSD, responsabilizou o governo Lula pela crise que afeta o varejo e criticou a irresponsabilidade fiscal do governo, que, segundo ele, tem levado ao aumento das taxas de juros e à falência de empresas. Ele também anunciou a intenção de implementar medidas para limitar o crescimento das despesas públicas, caso seja eleito.
Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL, também usou a crise em suas campanhas, gravando vídeos em frente a lojas da Casas Bahia que foram fechadas. Ele associou a situação da varejista à irresponsabilidade fiscal do governo Lula, argumentando que isso resulta em demissões e perda de poder de compra.
Por sua vez, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, destacou em um vídeo nas redes sociais a relação entre a crise da varejista e a gestão petista, afirmando que a falta de cuidado com as contas públicas impacta diretamente as pessoas.
A Casas Bahia, em sua petição judicial, mencionou que sua crise é resultado de altos investimentos em tecnologia e logística, além de choques provocados pela pandemia e pelo aumento das taxas de juros, que afetaram sua estrutura financeira. A varejista agora enfrenta um cenário mais amplo de dificuldades no setor, que inclui reestruturações de dívidas superiores a R$ 68 bilhões nos últimos dois anos e meio, exacerbadas pela concorrência do comércio eletrônico e pela alta da inadimplência.
Fonte: Política Livre

