Terça-feira, 8 de setembro de 2026Sobre nósFale conosco
CMS -SETEMBRO 2026

Início

Notícias

Corrupção é a principal razão para rejei...

Corrupção é a principal razão para rejeição de candidatos, aponta pesquisa

Por: Redação

06/09/202616h27

A corrupção lidera os motivos de rejeição entre eleitores à Presidência, superando a defesa da democracia.

A corrupção se destaca como o principal motivo de escolha e rejeição de candidatos à Presidência, segundo a pesquisa realizada pela Quaest, encomendada pelo GLOBO e pela TV Globo. Para 31% dos entrevistados, a ausência de envolvimento em corrupção é o fator mais relevante na hora de votar, enquanto 28% priorizam o compromisso com a democracia.

Quando questionados sobre o que levaria à rejeição total de um candidato, 40% dos participantes citaram a corrupção, quase o dobro dos 21% que mencionaram a falta de compromisso democrático. Essa percepção sobre a corrupção é compartilhada por diversos grupos políticos, incluindo apoiadores de Lula, de Bolsonaro e eleitores independentes, que veem o envolvimento em escândalos como a principal razão para descartar um candidato.

A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro está sendo alimentada por acusações mútuas ligadas a casos como o INSS e o Banco Master. Felipe Nunes, diretor da Quaest, ressalta que a corrupção atua mais como um fator de veto do que como uma credencial positiva, embora os eleitores possam ter opiniões divergentes sobre quem está envolvido em irregularidades.

A defesa da democracia, por sua vez, é mais enfatizada por certos grupos, especialmente entre eleitores com maior escolaridade, da esquerda não lulista e do Nordeste. Por outro lado, entre os eleitores de direita, a luta contra a corrupção é mais valorizada, e a associação de um candidato ao STF também é um fator que pesa na rejeição.

Embora a defesa da democracia ainda seja relevante, sua importância parece ter diminuído em comparação ao que foi observado em 2022, podendo voltar a ser central na eleição conforme novos eventos possam reforçar a percepção de ameaças às instituições.

Fonte: Política Livre