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Conselheiros de Lula e Flávio apresentam propostas similares para o SUS

Por: Redação

08/09/202621h30

Os conselheiros de Lula e Flávio Bolsonaro destacaram a importância de fortalecer o SUS em evento realizado nesta terça-feira.

Os conselheiros escolhidos por Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a saúde delinearam propostas semelhantes para o Sistema Único de Saúde (SUS) durante um evento na terça-feira, 8. O atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e Cláudio Lottenberg, indicado por Flávio para o comando da pasta em caso de vitória, concordaram em fortalecer a produção nacional de medicamentos e insumos, promover o uso de tecnologias e integrar dados da rede pública.

Ambos também defenderam um modelo de pagamento por serviços baseado nos resultados clínicos dos pacientes, em vez de apenas pelos procedimentos realizados. As divergências entre os discursos foram mais evidentes ao abordarem a gestão atual. Lottenberg não criticou a administração petista e reconheceu que suas propostas estão alinhadas a ações já em curso no ministério, como a reformulação do sistema de pagamento.

Ele descreveu o SUS como uma "estrutura vitoriosa" que necessita de aprimoramentos, sem a necessidade de uma reforma abrangente. Por outro lado, Padilha fez críticas à postura antivacina e aos cortes realizados pela gestão de Jair Bolsonaro em programas como o Farmácia Popular, sem citar Lottenberg diretamente.

No evento, promovido pelo canal Amado Mundo, os assessores tiveram 20 minutos para expor suas propostas e não houve debate entre eles. Padilha comentou que, se reeleito, Lula consolidará políticas já existentes, como o programa Agora Tem Especialistas, que visa simplificar o pagamento por serviços médicos.

Ele também mencionou planos para expandir o atendimento em áreas remotas e fortalecer a rede de cuidados com o câncer, além de implementar novos protocolos de cuidado para grupos como mulheres na menopausa e idosos em tratamento domiciliar.

Lottenberg, por sua vez, destacou a importância da integração de dados e da utilização de inteligência artificial para organizar filas do SUS, além de enfatizar a produção local de medicamentos como uma forma de garantir a segurança nacional em crises, citando a falta de respiradores em Manaus durante a pandemia como um exemplo das fragilidades do setor.

Outros representantes de candidaturas também se manifestaram no evento. Luiz Henrique Mandetta, da candidatura de Ronaldo Caiado (PSD), propôs uma divisão do SUS por regiões de saúde, visando uma melhor distribuição de recursos. Felipe Roth, da candidatura de Renan Santos (Missão), defendeu um projeto para organizar as filas do SUS com base na gravidade das doenças e criticou o atual método de reajuste do piso da saúde. Adriana Ventura (Novo-SP) sugeriu a contratação de espaços ociosos em hospitais privados e melhorias na gestão dos recursos federais, defendendo também a remuneração dos serviços do SUS com base nos resultados clínicos.

Fonte: Política Livre