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Parlamentares e escolas comunitárias cobram cumprimento de recursos para merenda escolar em Salvador

Entidades pedem regularidade no repasse e revisão de valores destinados à alimentação infantil na rede municipal

Por: Redação

12/05/202612h03Atualizado

Foto: Ascom/Agência-ALBA | Victor Queirós/CMS

A mobilização realizada por mães, educadores e representantes de escolas comunitárias de Salvador nesta terça-feira (12), em frente à sede da Prefeitura Municipal, na Praça Municipal, escancarou mais uma vez a crise no fornecimento da merenda escolar na capital baiana. O ato, que reuniu centenas de participantes ligados a cerca de 100 creches comunitárias, teve como foco a denúncia de irregularidades, insuficiência de alimentos e queda na qualidade da alimentação oferecida às crianças da rede.

Com o lema “Pratos Vazios”, as escolas comunitárias paralisaram suas atividades em forma de protesto e chamaram atenção para o atendimento de quase 30 mil crianças que, segundo os organizadores, estariam sendo diretamente afetadas pela instabilidade no repasse da merenda.

Durante a manifestação, parlamentares da oposição reforçaram as críticas à gestão municipal e questionaram os valores destinados à alimentação escolar. A deputada estadual Olívia Santana (PC do B) classificou como insuficiente o repasse de R$ 2,40 por criança para a merenda, argumentando que o montante compromete a qualidade nutricional das refeições oferecidas.

“É um absurdo as escolas comunitárias terem que vir para a porta da Prefeitura para exigir aquilo que é de direito da infância”, afirmou a parlamentar, ao criticar a política de financiamento da alimentação escolar.

No mesmo ato, a vereadora Aladilce Souza (PC do B) também cobrou o cumprimento das obrigações legais do poder público. Segundo ela, os recursos da educação devem ser aplicados de forma prioritária na educação infantil e nas creches, sejam municipais ou comunitárias, sem atrasos ou descontinuidade.

A pressão recai diretamente sobre a gestão do prefeito Bruno Reis, que vem sendo cobrado por representantes das escolas comunitárias para garantir regularidade no fornecimento da merenda e transparência na execução dos recursos.

Além das reivindicações imediatas, a Associação de Escolas de Educação Comunitária da Bahia informou que deve protocolar um ofício formal direcionado à Prefeitura, exigindo providências urgentes e uma reavaliação do modelo de repasse, sob risco de agravamento da crise nas unidades atendidas.

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