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Operação desarticula esquema milionário de fraude fiscal na Bahia

Três pessoas foram presas durante ação que apura desvio de combustíveis e prejuízo de R$ 400 milhões em impostos

Por: Redação

21/05/202615h46

Foto: Divulgação/Sérgio Figueiredo/MP-BA

A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a “Operação Khalas”, voltada ao combate de um esquema criminoso de corrupção e fraudes tributárias no setor de combustíveis. Segundo as investigações, a organização teria provocado um prejuízo estimado em cerca de R$ 400 milhões em ICMS aos cofres públicos estaduais.

Durante a operação, três pessoas foram presas preventivamente, entre elas um servidor público estadual. Também foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. Dois servidores municipais de Candeias foram afastados das funções por determinação judicial.

As apurações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), Polícia Civil e Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) apontam que o grupo utilizava pagamento de propina a agentes públicos estaduais e municipais para obter facilidades ilegais e proteção às atividades criminosas.

De acordo com os investigadores, o esquema envolvia a ocultação da importação de produtos químicos, como nafta e solventes, que eram desviados para unidades clandestinas de mistura de combustíveis, conhecidas popularmente como “batedeiras”.

A “Operação Khalas” é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), vinculado ao MPBA, em parceria com a Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip/Sefaz) e com o Núcleo Especializado de Combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco), da Polícia Civil.

A ação é resultado de desdobramentos da “Operação Primus”, realizada em outubro de 2025, e tem como objetivo desmontar o núcleo financeiro e operacional da organização criminosa.

Participaram da operação oito promotores de Justiça, 26 delegados, cerca de 90 policiais civis, além de servidores do Ministério Público, da Sefaz e policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).