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Margareth Costa assume cadeira no TST e reforça presença feminina na Corte

Magistrada baiana toma posse como ministra do Tribunal Superior do Trabalho e destaca compromisso com a Justiça e a representatividade das mulheres

Por: Redação

12/06/202614h03

Foto: TST | Secom/TRT-BA

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) realizou, nesta quinta-feira (11), a cerimônia de ratificação da posse da ministra Margareth Rodrigues Costa. A magistrada assume a vaga aberta após a aposentadoria do ministro Aloysio Corrêa da Veiga, ocorrida em outubro de 2025.

A solenidade foi conduzida pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, e contou com a presença da presidente, da vice-presidente e da corregedora adjunta do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), desembargadoras Ivana Magaldi, Suzana Inácio e Eloína Machado.

Natural de Salvador, Margareth Costa é oriunda do TRT da Bahia e se torna a 12ª mulher a integrar a composição do Tribunal Superior do Trabalho em mais de oito décadas de história da instituição. Com sua chegada, o TST passa a contar novamente com sete mulheres entre seus 27 ministros.

Durante a cerimônia, o presidente da Corte destacou a importância da posse da nova ministra como símbolo do compromisso do tribunal com a igualdade de oportunidades. Vieira de Mello Filho ressaltou a qualificação técnica, a sólida formação jurídica e a dedicação da magistrada à Justiça do Trabalho ao longo de sua trajetória profissional.

O evento reuniu ainda autoridades dos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, representantes da advocacia, membros do Ministério Público e entidades ligadas à magistratura.

Legado familiar e representatividade

Em seu discurso, Margareth Costa afirmou que a chegada ao TST representa a continuidade de uma história marcada pela presença feminina no sistema de Justiça. Filha da juíza Rosalina Rodrigues, uma das pioneiras da Justiça do Trabalho no Brasil, ela destacou a influência materna em sua formação profissional.

“O protagonismo feminino faz parte de todo o histórico da minha vida. Minha mãe foi juíza em uma época em que as mulheres sequer ocupavam esses espaços. Trago essa força, essa coragem e a ideia de mulheres em lugares centrais, de que nós podemos muito”, declarou.

A nova ministra também enfatizou que sua atuação será pautada pela sensibilidade humana e pelo compromisso com a missão institucional da Justiça do Trabalho. “Vou lutar para ser, se não a melhor, uma das melhores que aqui já esteve”, afirmou.

Trajetória na magistratura

Com mais de 35 anos de atuação na magistratura trabalhista, Margareth Rodrigues Costa construiu uma carreira marcada pela atuação em diferentes instâncias da Justiça do Trabalho.

Formada em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), ingressou na magistratura em 1990 e atuou em diversas Varas do Trabalho do estado. Em 2014, foi promovida ao cargo de desembargadora do TRT da 5ª Região.

No tribunal baiano, dirigiu a Escola Judicial e participou de iniciativas voltadas à capacitação da magistratura, à promoção da participação feminina no Judiciário e ao enfrentamento de práticas de assédio e discriminação.

Entre 2022 e 2025, atuou como desembargadora convocada no TST, período em que também colaborou com a Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho.

Atualmente, a ministra integra a Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho e a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1).