Hamilton Assis critica postura da Prefeitura de Salvador diante da crise dos rodoviários
Parlamentar defende reajuste salarial e melhores condições de trabalho para os trabalhadores
Por: Redação
18/05/2026 • 09h52 • Atualizado
O vereador Hamilton Assis manifestou apoio à mobilização dos rodoviários de Salvador após a categoria aprovar estado de greve em assembleia realizada na última quinta-feira (14). O parlamentar afirmou que as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores são legítimas e cobrou maior responsabilidade dos empresários do setor e da prefeitura durante as negociações.
Entre as principais demandas da categoria estão reajuste salarial, aumento do ticket alimentação, revisão das cartas horárias e redução das jornadas de trabalho. Uma nova rodada de negociações está prevista para a próxima terça-feira (19).
Segundo Hamilton Assis, a situação evidencia o desgaste enfrentado diariamente pelos trabalhadores do transporte público, responsáveis por garantir o funcionamento da cidade.
“O estado de greve é um alerta importante. Os rodoviários estão reivindicando direitos básicos, como valorização salarial, melhores condições de trabalho e o fim de jornadas exaustivas que comprometem a saúde dos trabalhadores e a qualidade do serviço prestado à população. Em uma metrópole com um trânsito caótico, as trabalhadoras e os trabalhadores sequer encontram suporte nos finais de linha e algumas estações para descanso e até já ouvimos relatos da ausência de banheiros, por exemplo. A luta pelo trabalho digno e mínimas condições de trabalho tem todo o meu apoio”, afirmou o vereador.
O parlamentar também criticou a falta de avanços nas tratativas e defendeu uma participação mais efetiva da gestão municipal para evitar prejuízos tanto aos trabalhadores quanto aos usuários do transporte coletivo.
“Não é aceitável que uma categoria tão essencial continue sendo tratada com descaso. É preciso que empresários e gestão municipal tenham compromisso com quem move Salvador todos os dias. Espero que as negociações avancem e que os trabalhadores tenham suas reivindicações atendidas com respeito e dignidade”, completou.
Apesar da aprovação do estado de greve, o sindicato informou que uma paralisação só acontecerá caso não haja avanço nas negociações. Pela legislação, qualquer greve deve ser comunicada com antecedência mínima de 72 horas.

