Raia Drogasil enfrenta ação do MPT-PE por proibição de assentos a funcionários
Por: Redação
21/08/2026 • 09h40
A empresa é acusada de não permitir que operadores de caixa sentem durante a jornada, o que resulta em desconforto e problemas de saúde.
A Raia Drogasil S.A. está sendo investigada pelo Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE) devido a denúncias sobre as condições de trabalho em suas unidades. A ação civil pública movida pela Promotoria do Trabalho exige que a empresa assegure o uso de assentos e períodos de descanso durante a jornada de trabalho.
A investigação começou após relatos de que operadores de caixa eram impedidos de trabalhar sentados, mesmo com cadeiras disponíveis. Os funcionários afirmaram que as cadeiras eram apenas uma formalidade, pois eram obrigados a permanecer em pé durante todo o expediente. Testemunhas confirmaram que tanto atendentes de caixa quanto balconistas não podiam utilizar os assentos, mesmo quando não atendiam clientes, resultando em dores nas pernas, pés e coluna, além de cansaço extremo ao final do dia.
O MPT-PE analisou documentos da empresa, incluindo a Análise Ergonômica do Trabalho, que recomendava a alternância de posturas, o uso de assentos e pausas conforme a Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17). Assim, o órgão solicita que a Justiça determine a implementação dessas medidas, com a disponibilização de cadeiras adequadas e a garantia de pausas para a recuperação dos trabalhadores.
Em caso de descumprimento, o MPT-PE pede uma multa de R$ 20 mil por obrigação violada, além de R$ 2 mil por trabalhador afetado. A procuradora do Trabalho, Vanessa Patriota, destacou que a prática de manter os trabalhadores em pé sem pausas configura risco à saúde e viola normas de proteção ao ambiente de trabalho, podendo causar fadiga e problemas circulatórios.
Fonte: Bahia Notícias

