Petrobras alcança valor de mercado recorde de R$ 700,08 bilhões
Por: Redação
03/10/2026 • 19h20
A Petrobras registrou um valor de mercado histórico de R$ 700,08 bilhões na B3 na última sexta-feira (2).
A Petrobras atingiu um marco histórico ao alcançar R$ 700,08 bilhões em valor de mercado no fechamento do pregão da B3 na última sexta-feira (2). Esse crescimento foi impulsionado pela recente descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.
Somente na sexta-feira, a companhia viu um aumento de R$ 20,9 bilhões em seu valor de mercado. O desempenho das ações também foi positivo, com as ordinárias subindo 3,25% e as preferenciais avançando 2,81%. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que essa é a segunda descoberta no poço Morpho, o que eleva as expectativas para essa nova fronteira exploratória.
Um estudo realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indica que a Bacia da Foz do Amazonas pode ter um potencial recuperável de até 10 bilhões de barris de óleo equivalente. Este foi o quarto recorde de valor de mercado da empresa em 2026, superando os registros anteriores, que foram de R$ 692,35 bilhões em 15 de setembro, R$ 680,10 bilhões em 14 de abril e R$ 677,24 bilhões em 30 de março.
No acumulado de janeiro a setembro, a valorização das ações, juntamente com a distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), resultou em um retorno de cerca de 185% em dólar, superando o desempenho de grandes petroleiras internacionais, como Chevron e ExxonMobil, que tiveram um retorno de 138%.
Entretanto, a operação na região enfrenta desafios legais. O Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) pedindo a suspensão imediata das atividades de perfuração no bloco FZA-M-59. O MPF justifica o pedido com base em incidentes recentes, como o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico em janeiro, e a alegação de que não houve consulta prévia às comunidades indígenas, quilombolas e de pescadores artesanais, conforme assegurado pela Convenção nº 169 da OIT.
Fonte: Bahia Notícias

