Oruam deixa de ser foragido após decisão da Justiça do Rio
Por: Redação
23/09/2026 • 19h00
O rapper Oruam teve sua prisão preventiva revogada pela 8ª Câmara Criminal do TJRJ, podendo responder em liberdade a um processo por lavagem de dinheiro.
O rapper Oruam não é mais considerado foragido pela Justiça desde esta terça-feira (22). A decisão foi tomada pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que concedeu habeas corpus ao artista, revogando sua prisão preventiva. O colegiado, em sessão virtual, acompanhou o voto do relator, desembargador Marcius da Costa Ferreira, de forma unânime.
Oruam, que estava foragido desde fevereiro, poderá agora responder à ação penal que investiga uma suposta lavagem de dinheiro relacionada ao Comando Vermelho, em liberdade. Ele é réu ao lado de seu pai, Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho CP, e outros indivíduos no processo que tramita na 1ª Vara Criminal Especializada da Capital.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e apura um suposto braço financeiro da facção, que estaria envolvido na reinserção de recursos ilícitos na economia formal. A revogação da prisão preventiva não encerra a ação penal nem implica em absolvição, e Oruam continuará a ser processado enquanto a investigação e o julgamento prosseguem.
A prisão de Oruam foi decretada em fevereiro de 2026 devido a descumprimentos de medidas cautelares, como o uso inadequado da tornozeleira eletrônica. Apesar de mandados de prisão terem sido expedidos, ele não foi encontrado pela Polícia Civil em endereços relacionados a ele. A situação foi agravada pela existência de um segundo mandado de prisão em outro processo.
Além do caso de lavagem de dinheiro, Oruam enfrenta outros processos na Justiça, incluindo uma acusação de tentativa de homicídio qualificado. Em uma operação realizada pela Polícia Civil em sua residência, agentes foram atacados com pedras, e o rapper foi denunciado por supostamente ter lançado uma pedra contra os policiais. Contudo, em agosto, a Justiça concluiu que não havia provas suficientes para confirmar sua participação, e essa parte do processo foi transferida para uma vara criminal comum. O artista também responde a acusações de ameaça, dano qualificado, resistência, desacato e lesão corporal.
Fonte: Bahia Notícias

