Operação Carbono Oculto tem novos alvos em SP
Por: Redação
24/09/2026 • 06h50
A terceira fase da operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro e conta com a participação de executivos do setor financeiro.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) lançou, nesta quinta-feira (24), a terceira fase da Operação Carbono Oculto. A investigação se concentra em um suposto esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa vinculado ao setor de combustíveis.
Realizada em conjunto com a Receita Federal, a operação mira executivos do mercado financeiro acusados de envolvimento no esquema. Mandados de busca e apreensão foram autorizados pela 2ª Vara Criminal de Catanduva e estão sendo cumpridos em diversas localidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo.
A investigação se concentra na aquisição da distribuidora Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana. Os promotores afirmam que o grupo investigado criou uma estrutura financeira e societária complexa para assumir o controle da Terrana, além de ocultar patrimônio por meio de fundos de investimento, empresas de fachada e operações financeiras irregulares.
Entre os indivíduos alvo das buscas estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, e seus irmãos, André e Bruno Tupinambá. Também é alvo Antonio Carlos Freixo Junior, empresário e proprietário da Entre Investimentos, que já havia sido mencionado em investigações relacionadas ao caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Freixo firmou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
A investigação ainda aponta que a estrutura criminosa foi liderada por Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como "Beto Louco", e Mohamad Hussein Mourad, apelidado de "Primo". Embora não sejam alvos nesta fase, eles são identificados como líderes da organização.
Fonte: Bahia Notícias

