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Mudanças no Senado: veteranos são derrotados e PL se destaca

Por: Redação

05/10/2026 • 12h00

As eleições deste domingo (4) alteraram significativamente a composição do Senado, trazendo a eliminação de políticos influentes. Nomes como Renan Calheiros, Ciro Nogueira e Gleisi Hoffmann não conseguiram se reeleger.

A eleição realizada no último domingo (4) provocou transformações significativas na composição do Senado, resultando na exclusão de figuras proeminentes da política nacional. Entre os derrotados, destacam-se Renan Calheiros (MDB), Ciro Nogueira (PP) e Gleisi Hoffmann (PT). Além disso, o resultado trouxe reveses para aliados dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).

O PL foi o partido que mais ampliou sua representação na Casa, elegendo 19 senadores dos 54 disponíveis na eleição. Essa ascensão contrasta com a perda de líderes tradicionais de diversos espectros políticos. No caso da Paraíba, Nabor Wanderley, pai de Hugo Motta, não teve sucesso na disputa por uma das cadeiras. Enquanto isso, no Amapá, o governador Clécio Luís, aliado de Alcolumbre, também não conseguiu se reeleger, com as vagas ficando com Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB).

Em Alagoas, Renan Calheiros não conseguiu renovar seu mandato após quatro eleições consecutivas, encerrando sua trajetória no Senado após 32 anos de atuação. No Piauí, Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil, foi superado por Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), que conquistaram as duas cadeiras em disputa.

Em Santa Catarina, Esperidião Amin (PP) também foi derrotado, com as vagas sendo ocupadas por Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do PL, fortalecendo a presença do bolsonarismo na região.

No Paraná, Gleisi Hoffmann terminou a eleição em quarto lugar e não retornará ao Senado, com as cadeiras ficando com Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo). Gleisi havia sido a primeira mulher a representar o estado na Casa e ocupou cargos relevantes no governo federal. Outra perda significativa foi a de Randolfe Rodrigues (PT), que não conseguiu se reeleger no Amapá, sendo superado por Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD).

Os resultados das eleições também impactaram os aliados de Motta e Alcolumbre. O governador Clécio Luís, apesar de uma ampla aliança, não garantiu a reeleição. Na Paraíba, Nabor Wanderley também não conseguiu uma das vagas, com os eleitos sendo João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Essas derrotas refletem os desafios enfrentados por projetos políticos apoiados pelos líderes do Congresso.

Fonte: Bahia Notícias