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Fachin considera retirar relatoria de Mendonça para amenizar tensões no STF

Por: Redação

08/09/202617h20

O presidente do STF, Edson Fachin, analisa transferir investigações de Mendonça para sua presidência, visando reduzir conflitos internos.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, está avaliando a possibilidade de retirar do ministro André Mendonça a relatoria de investigações relacionadas ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A proposta em análise sugere uma transferência temporária dessas investigações para a presidência da Corte, com a intenção de diminuir as tensões institucionais entre os membros do tribunal.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, Fachin se reuniu com seus principais assessores no último domingo (6) para discutir esse cenário. A centralização dos processos na presidência seria uma estratégia para acalmar os ânimos e mitigar o embate entre os grupos que apoiam Mendonça e Alexandre de Moraes.

A articulação da presidência ganhou força após Mendonça determinar, na terça-feira (8), o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Essa decisão foi levada à Segunda Turma do STF, onde formou maioria para ser mantida, mas a análise foi suspensa em razão de um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Em resposta à decisão de Mendonça, diretores da Polícia Federal ofereceram seus cargos.

As tensões entre os ministros se tornaram evidentes quando Mendonça revogou o sigilo de mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, que foram enviadas a Moraes dias antes de sua prisão, em novembro de 2025. Em retaliação, Moraes iniciou uma investigação contra Mendonça, com base em um relatório interno da PF, mas essa apuração foi retirada do inquérito das fake news por ordem do próprio Fachin.

O presidente do STF expressou sua insatisfação com as ações de ambos e solicitou informações formais em até cinco dias de Mendonça, Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de Andrei Rodrigues sobre as circunstâncias dos relatórios elaborados. Recentemente, Fachin destacou que a resposta do tribunal será "firme, proporcional e rigorosa", e reafirmou como prioridades de sua gestão a aprovação de um código de ética e a conclusão do inquérito das fake news.

Fonte: Bahia Notícias