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EUA e China firmam acordo de redução tarifária e discutem superinteligência

Por: Redação

27/09/2026 • 14h00

Os dois países concordaram em reduzir tarifas sobre US$ 30 bilhões em mercadorias e iniciar diálogos sobre tecnologia avançada.

Após a visita de três dias do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington, Estados Unidos e China anunciaram um acordo que visa reduzir tarifas sobre US$ 30 bilhões em produtos. Esse entendimento estabelece condições tarifárias mais vantajosas para bens não sensíveis entre as duas nações.

A redução beneficiará as exportações norte-americanas, incluindo produtos agrícolas, madeira e cosméticos, e também as importações dos EUA da China, como pequenos eletrodomésticos, brinquedos e itens de decoração.

Para permitir negociações mais amplas, os governos prorrogaram por dois meses a trégua comercial que estava programada para expirar em 10 de novembro, conforme declarado pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

Além disso, foi decidido criar um conselho comercial para dar continuidade aos compromissos firmados em encontros anteriores, como os realizados em Kuala Lumpur, na Malásia. No campo tecnológico, os dois países concordaram em manter diálogos regulares sobre os riscos e benefícios do setor, com uma nova rodada marcada para novembro. Um canal de comunicação específico para incidentes tecnológicos também será estabelecido.

Como parte de um gesto diplomático, as lideranças concordaram em usar o termo "superinteligência" em vez de "inteligência artificial", uma mudança apreciada pelo Ministério das Relações Exteriores da China. Ambas as partes ressaltaram a importância de intensificar a troca de informações à medida que a tecnologia avança.

O encontro resultou ainda em acordos sobre política externa e governança global, incluindo apoio mútuo nas próximas cúpulas da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e do G20, um compromisso de não proliferação relacionado ao programa nuclear do Irã e um acordo de livre navegação, que proíbe a cobrança de taxas de trânsito em vias navegáveis internacionais.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, considerou a visita um marco histórico para fortalecer a relação bilateral e garantir a estabilidade global. Xi Jinping já retornou a Pequim após as reuniões.

Fonte: Bahia Notícias