Eduardo Grizenti analisa abstenções nas Eleições 2026 e pede reaproximação com eleitores
Por: Redação
05/10/2026 • 17h30
Em entrevista ao Projeto Prisma, o cientista político Eduardo Grizenti discute o alto índice de abstenções nas Eleições 2026 e a importância de reconquistar o eleitorado.
No podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, o cientista político Eduardo Grizenti comentou sobre o elevado número de abstenções e votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, que ocorreu no último domingo (4). Ele enfatizou que a situação evidencia a necessidade de a classe política encontrar formas de reconquistar o interesse dos eleitores.
As abstenções, somadas aos votos brancos e nulos, totalizaram 39,4 milhões de eleitores, representando 24,8% do eleitorado apto a votar no Brasil. A taxa de abstenção isolada chegou a 21,08%, superando 33,4 milhões de pessoas, e se tornou a maior desde 1998.
Durante a entrevista, Grizenti destacou que a discussão sobre a obrigatoriedade do voto não é o principal fator que explica a ausência dos eleitores. Ele argumentou que muitos não se sentem motivados a votar e que a política deve se esforçar para reconquistar a confiança do público. "A política tem que voltar a conquistar as pessoas", enfatizou.
O cientista político também fez uma distinção entre os eleitores que votam em branco ou anulam seus votos e aqueles que se abstêm. Segundo ele, os que votam em branco ou nulo ainda demonstram interesse em participar do processo, mas não se sentem representados. Já aqueles que se abstêm estão cada vez mais alheios ao processo eleitoral, e é este público que precisa ser abordado.
Grizenti mencionou uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que incentivou os jovens a se envolverem na política, como uma forma de reaproximar a população do debate democrático. Ele concluiu que é fundamental encantar os cidadãos para que se sintam motivados a participar.
Os resultados das eleições confirmaram que a disputa pela Presidência da República será decidida em segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 47,18% dos votos válidos, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44,98%. Os votos em branco foram 1,84% do total, enquanto os nulos representaram 2,93%.
Fonte: Bahia Notícias

